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Ambrósio, Rei Quilombola apagado da história de Minas Gerais, é personagem central de documentário

  • 13 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de mai.

O filme será lançado oficialmente em seu site e também estará disponível no YouTube da Braia Produções, com versões legendadas em português e inglês, além de tradução em Libras.


Maurício Ferreira, presidente do Movimento Negro de Ibiá. Imagem: Braia Produções.
Maurício Ferreira, presidente do Movimento Negro de Ibiá. Imagem: Braia Produções.

A Braia Produções lança o filme “Ambrósio, rei do Campo Grande: o rei esquecido de uma história roubada que ainda ecoa”. O documentário aborda a figura do líder negro Ambrósio, que comandou milhares de quilombolas em Minas Gerais no século XVIII contra a Coroa Portuguesa, no sertão do Campo Grande, e teve seu nome apagado da história de Minas Gerais. O filme é resultado de uma minuciosa pesquisa, com base em mapas da época, documentos de fontes primárias e secundárias e obras históricas clássicas.



O filme do músico mineiro Bruno Maia foi rodado em cidades ligadas aos quilombos do Campo Grande e a Ambrósio, como Cristais, Ibiá, Lavras, São João del-Rei, Prados e Formiga. A produção é um desejo antigo do diretor:“Eu queria fazer este filme há muito tempo, desde 2011, pelo menos, quando conheci a obra de Tarcísio José Martins, que me deixou perplexo e encantado ao mesmo tempo — encantado com a força e potência de Ambrósio e perplexo com o silenciamento que sua figura sofreu. Há uma lacuna entre a Guerra dos Emboabas e a Inconfidência Mineira quando se estuda a história de Minas Gerais, quase um século apagado. E foi nesse período que lideranças quilombolas como Ambrósio tiveram papel predominante na formação do nosso povo e na expansão do território. Este filme vem com a ideia de difundir e apresentar ao grande público esse personagem tão importante para a nossa história, que nos foi escondido.”



O diretor também comentou como foi a construção da trilha sonora oficial do filme e citou outros trabalhos musicais que têm como tema as aventuras do rei quilombola:

“O filme tem muita música, praticamente do começo ao fim. Dividi a trilha com o grande mestre Ivan Vilela, violeiro e historiador consagrado aqui em Minas Gerais. Há também a canção-tema ‘No breu do sertão, no escondido’, que aparece ao longo do filme em trechos esparsos e, no final, é apresentada completa. Inclusive, esta é a terceira faixa que componho tendo Ambrósio como foco; antes, lancei ‘Pai Ambrósio’ e ‘Rei do Campo Grande’, ambas com o Braia.”


O filme será lançado oficialmente em seu site e também estará disponível no YouTube, com versões legendadas, tradução em Libras e uma versão com legendas em inglês.


O público pode consultar o site oficial do projeto — www.reiambrosio.com.br — onde é possível acessar artigos sobre Ambrósio, os quilombos do Campo Grande e questões fundiárias, quilombolas e raciais.


O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Estado de Minas Gerais.


Sinopse


Triste é um povo que não conhece seu passado, que tem seus heróis apagados e sua história soterrada. O filme “Ambrósio, rei do Campo Grande: o rei esquecido de uma história roubada que ainda ecoa” aborda a figura de Ambrósio, grande líder dos quilombos do Campo Grande, que teria comandado milhares de quilombolas nas Minas setecentistas contra a Coroa Portuguesa em nome da liberdade dos seus. Seu nome, ainda no século XVIII, tornou-se gigante: inspirou medo e admiração, figurou em poemas, batizou regiões, córregos e serras; foi chamado de rei por uns, de pai por outros e, para alguns, de célebre Ambrósio. O filme traz ao grande público essa saga escondida do povo mineiro e de todo o Brasil por quase 300 anos e levanta questões ainda atuais, como luta no campo, preconceito racial, violência simbólica e reparação histórica.


Serviço


Instagram: @ambrosio.reidocampogrande

Sobre o diretor: Bruno Maia é músico e produtor cultural. Lidera os grupos Tuatha de Danann e Braia e, no audiovisual, já produziu os documentários “Sete Orelhas: Herói Bandido” e “15 anos de Estrada e Mueção”. É formado em Letras, com mestrado em Literatura, e também possui licenciatura em História.


“O filme é um convite à reflexão e uma ferramenta de memória. Além do resgate histórico e da difusão de figuras tão importantes da história mineira, apagadas até então, ele traz paralelos contemporâneos, mostrando feridas ainda abertas.”



Imagens: Braia Produções.

Assista o filme clicando AQUI


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