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Incra faz audiência pública para discutir irregularidades em Ibiá

De: G1 – Triângulo Mineiro – http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro

Foto: Rede Integração

Representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se reuniram nesta segunda-feira (19) em audiência pública com integrantes dos assentamentos da região de Ibiá, no Alto Paranaíba, para discutir irregularidades como venda de lotes. As famílias também questionam a falta de infraestrutura nas áreas cedidas para os trabalhadores rurais.

Quase 20 anos depois do início da seleção das famílias para o projeto de reforma agrária na região, o comércio ilegal é uma realidade, segundo o próprio Incra. “Algumas pessoas ao longo dos tempos trocaram lotes em casas, carros e negociaram estes lotes. Contudo, quem comprou também será notificado e vai perder duas vezes: por ter pagado e ainda vai ter de sair do lote”, informou Carlos Calazans, superintendente do Incra.

No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são 265 assentamentos onde até o ano passado viviam 14 mil famílias. O Incra admite que os critérios usados na época para selecionar os assentados não eram adequados. Por outro lado, os “novos agricultores” sofrem com a falta de infraestrutura e assistência técnica. Questões como estas foram debatidas na audiência publica em Ibiá. Os assentados expuseram aos representantes do Incra os problemas e incertezas.

“A primeira coisa que queremos é assistência técnica. Depois locação dos lotes e em seguida o apoio inicial para as famílias começarem a trabalhar”, argumentou a presidente da Associação Morro Grande, Helena Moreira da Cura. “Também queremos a liberação do dinheiro da reforma das casas que está atrasado e a legitimação dos lotes para quem já trabalha há quatro, cinco anos no local”, acrescentou o presidente do Projeto de Assentamento Miriam, Lourival Bernardo de Souza.

O encontro foi realizado em um momento de mudanças. Nos últimos três meses o Incra fez 530 notificações para a recuperação de terrenos ocupados irregularmente no estado. “O técnico vai ao assentamento e checa lote por lote. Aí descobre ao entrevistar se aquela pessoa que está ali foi selecionada ou se negociou o lote. Se a pessoa negociou o lote, fazemos a notificação para posteriormente substituir a família”, explicou Calazan.

Carlos Calazan também disse que o Incra deve fazer uma parceria com a Emater para melhorar a assistência técnica oferecida às famílias. De acordo com o Instituto, o relatório sobre a situação dos assentamentos deve ser concluído em maio.

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