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Minas enfrenta a pior temporada de incêndios florestais dos últimos dez anos

Do início deste mês até a última sexta-feira (17), já foram registradas 3.681 queimadas no estado. Governo inicia fiscalização ostensiva para reprimir incêndios.




Na pior temporada de incêndios florestais em uma década em Minas Gerais, o estado intensifica o combate às chamas utilizando aeronaves.


O horizonte enfumaçado é o destino das aeronaves que recebem 1.800 litros de água antes de cada decolagem.


O piloto voa várias vezes ao dia e ficam cerca de 5 minutos em solo para reabastecimento. O piloto deve ser preciso. Extinguir as chamas pelo ar, em áreas inacessíveis por bombeiros e brigadistas, é a meta principal para combater os incêndios. Oito aeronaves foram usadas para apagar incêndios em Minas Gerais nas últimas semanas. A equipe precisa ser ágil para fazer a diferença e controlar os incêndios o mais breve possível. Muitos incêndios têm acontecido em áreas de difícil acesso, destruindo florestas nas montanhas de Minas Gerais.


Do início do mês até a última sexta-feira (17), já foram 3.681 queimadas no estado. O registro já superou o número de setembro do ano passado.


Os bombeiros lembram que na maioria das vezes os incêndios são causados ​​pelo homem, muitos deles em ações criminosas.


No início deste mês, o responsável pelo incêndio na Serra de São José, próximo a Tiradentes, deverá ser responsabilizado por seus atos. Suspeita-se que o proprietário rural, utilizou fogo para reduzir uma área de pasto, mas o fogo se alastrou e a zona de proteção ambiental, de 925 hectares, acabou sendo afetada.


A Polícia Militar Ambiental aplicou uma multa de quase 4 milhões de reais. Ele ainda pode ser responsabilizado por incêndios florestais e crimes de danos materiais.


Governo inicia fiscalização ostensiva para reprimir incêndios florestais


Para repreender a prática criminosa de pessoas que ateiam fogo nas Unidades de Conservação (UC`s) do estado, o Governo de Minas iniciou, na segunda-feira (13/9), operação de fiscalização e repressão. A Força-Tarefa ostensiva envolve Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil (PCMG), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Instituto Estadual de Florestas (IEF).


A ação vai ocorrer, inicialmente, durante o mês de setembro, das 6h às 18h, em seis unidades de conservação sob gestão do IEF, consideradas mais vulneráveis em relação a incêndios florestais provocados pela ação humana.


O envolvimento da Polícia Civil se dará por meio de agentes destacados para as investigações que devem procurar as causas dos incêndios que, neste ano, já queimaram de janeiro até o dia 12 de setembro, mais do que a média histórica dos últimos sete anos, quando comparado ao mesmo período do ano passado.


Para a investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais utiliza técnicas que auxiliam na identificação de infratores como entrevistas de campo, análise pericial do local, sobrevoos com drones de alta tecnologia, entre outras medidas que têm contribuído para elucidar crimes ambientais.


“Vamos ser duros e enfáticos na apuração desses crimes. A recomendação dada às nossas equipes é para que se proceda com muita energia. Precisamos contar com o apoio da população, principalmente denunciando aquelas pessoas que cometem queimadas criminosas, para que elas possam ser responsabilizadas, ou que tenham informações sobre esses crimes ligando para o 181”, salientou o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva.

O incêndio florestal é crime ambiental previsto no artigo 41 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa.

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