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Museu resgata parte da história de Ibiá

Uma parte da história de Ibiá está guardada em um museu ferroviário, criado e conservado por Altair Rodrigues, um amante incontestável da ferrovia. Altair, popularmente conhecido por Lilinho, trabalhou na extinta Rede Ferroviária Federal de 1968 até 1996 e sabe a importância que foi a ferrovia para a cidade de Ibiá. 

Lilinho guarda em seu acervo uma relíquia, vários objetos, alguns deles, do tempo em que a cidade ainda se chamava São Pedro de Alcântara, há 100 anos atrás. 

Ele nos conta que começou a formar o acervo por acaso, em novembro de 2007. Com o fim da Rede Ferroviária Federal, ele ficou encarregado de recolher todo material que não seria mais utilizado e enviar para a sede da Rede em Belo Horizonte. Depois de enviar vários materiais, ele teve a ideia de criar o museu. A ideia deu certo e hoje o acervo ferroviário conta com mais 500 objetos, que foram recolhidos e recuperados por Lilinho. 

O museu ferroviário de Ibiá, ao longo desses 6 anos de existência, já recebeu centenas de visitantes e muitos deles, não contém a emoção ao rever objetos que faziam parte de seu dia-a-dia na ferrovia. Foi o caso de um aposentado da ferrovia, que ao se deparar com um trole de linha, que era utilizado para transportar pessoas e ferramentas ao longo das vias, o ex-ferroviário não conseguiu segurar as lágrimas. 

Coisas simples como fotos e até mesmo uma velha lamparina, é capaz de fazer com que as pessoas voltem ao passado e relembre de acontecimentos que estão eternamente guardados em suas memórias.

“Tem gente que chega aqui e se depara com uma foto ou até mesmo um antigo cartão de ponto e não aguentam, choram mesmo”, disse seu Lilinho. 

Seu Lilinho se orgulha em mostrar o livro de presença, onde as pessoas deixam através de assinaturas, o registro de suas visitas. Ele nos mostrou assinaturas de pessoas que moram nos Estados Unidos, Itália, Japão, Colômbia e Portugal, que passaram por Ibiá e visitaram o museu. Um grupo de pessoas com residências em Brasília, após assistirem uma reportagem sobre o museu, em um telejornal, veio a Ibiá especialmente para visitar o museu. 

ACIDENTE FERROVIÁRIO


Um acidente ferroviário ficou marcado na história de ferrovia de Ibiá. Uma composição, denominada de misto, sendo conduzida pela locomotiva nº 517, saiu da estação de Tamanduapava no dia 17 de fevereiro de 1961, com destino a Uberaba.

Juntamente com essa composição havia um carro de passageiros, ocupado somente por romeiros que retornavam de Aparecida do Norte. Na altura do quilômetro 842, devido a fortes chuvas ocorridas no local, o terreno sofreu uma grande erosão, comprometendo a estabilidade da linha. No momento em que a locomotiva chegou ao local afetado, não houve tempo do maquinista parar e evitar o acidente. A locomotiva saiu dos trilhos e caiu em um barranco. O vagão onde estavam os romeiros, por milagre, ficou em cima da linha, intacto. Infelizmente neste acidente, morreram o maquinista e seu auxiliar. 

O museu se localizada no subsolo do prédio administrativo da Ferrovia Centro Atlântica, na Rua 101, nº 168 e funciona de segunda à sexta, em horário comercial.

#Cidade #Cultura #Geral

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