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Primeiro sistema de dessalinização de água é inaugurado em Minas

Programa Água Doce chega ao distrito de Cristino, em Mato Verde.


Imagem: Matheus Adler


Água doce de qualidade e pronta para o consumo. Esse é o novo cenário dos moradores do distrito de Cristino, em Mato Verde, no Norte de Minas Gerais, onde foi inaugurado, nessa terça-feira (21/6), o primeiro sistema de dessalinização de água, envolvendo a recuperação de poços e construção de estações para execução da retirada do sal. A ação faz parte do Programa Água Doce (PAD), e foi desenvolvida por meio de parceria conveniada entre os governos federal e estadual.


A obra em Cristino durou aproximadamente dois meses. Apesar da inauguração oficial na terça-feira, os moradores da região já contam com o sistema de dessalinização desde o início do mês. Mais de 150 famílias residentes no distrito são atendidas pela tecnologia implantada.


Os moradores de Cristino fazem parte das 28 mil pessoas no semiárido de Minas Gerais que serão beneficiadas pelo programa. Até o fim de 2022 a expectativa é de que o programa chegue a 69 comunidades. Ao todo, 26 municípios receberão o sistema de dessalinização da água.


Em breve, outro município do Norte de Minas também passará a contar com o sistema de dessalinização. Isso porque as obras na cidade de Pai Pedro estão em estágio avançado nas comunidades de Lagoa dos Crentes, Pedra Branca e Mirantes.


Processo de dessalinização


O sistema de dessalinização implantado pelo PAD é um dos mais eficazes para a remoção de sal da água. O método envolve a utilização do processo de osmose inversa, no qual membranas semipermeáveis, que funcionam como um filtro, retiram da água salobra ou salina a quantidade de sais imprópria para consumo humano, produzindo dois efluentes, o permeado (água dessalinizada) e o concentrado. Cada sistema pode produzir até 14.400 litros de água dessalinizada por dia.


Por meio desta tecnologia, as estações implantadas nas comunidades vão permitir o tratamento da água nas regiões, tornando-as de qualidade e aptas para o consumo humano, considerando os aspectos sociais, ambientais e técnicos. Exemplos: comunidades com baixos índices de IDH e pluviometria, com índice de mortalidade infantil preocupante e com pouca — ou nenhuma — opção de acesso à água, tampouco potável.


Para a primeira etapa do programa, a Semad formalizou, em agosto de 2020, a contratação de diagnósticos socioambientais em comunidades mineiras com vistas à aplicação da metodologia PAD.


Na segunda etapa entram os chamados testes de vazão em poços tubulares das comunidades beneficiadas. Nesse processo, é feita a análise físico-química e bacteriológica das águas dos poços, envolvendo a avaliação de mais de 50 substâncias contidas na água.


A fase final do projeto contempla o monitoramento e manutenção das estações, com visitas técnicas realizadas periodicamente.


O programa


Coordenado pela Semad, por meio da Subsecretaria de Gestão Ambiental e Saneamento (Suges), e pela Defesa Civil, o Programa Água Doce é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), do governo federal, e visa a implementação de tecnologias alternativas para atender, prioritariamente, as populações de baixa renda do semiárido brasileiro, tendo em vista que cerca de 70% dos poços da região semiárida do Brasil apresentam águas salobras ou salinas, e a água subterrânea, muitas vezes, é a única fonte disponível para as comunidades.


Para execução do programa em Minas Gerais, o Estado firmou convênio com a União em 2012, mas somente em 2020, o programa saiu do papel. O PAD conta com investimento no R$ 25.354.231,27 sendo R$ 15.449.809,80 provenientes do MDR, e R$ 9.904.421,47 disponibilizados pelo Governo de Minas. No fim do ano de 2021 foi aprovado pelo atual governo o aumento do valor de contrapartida do Estado, passando de R$ 1.544.980,97 para R$ 9.904.421,47, garantindo a execução das obras. (Por: Agência Minas)

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