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Redução de 40,5% no preço da gasolina, em 2020, não chega às bombas

Pesquisa mostra que preço da gasolina em Ibiá e mais alto que as médias nacional e regional


Consumidores de várias cidades de Minas Gerais estão recorrendo aos serviços do PROCON (Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor), para que os donos de postos repassem as reduções, feitas pela Petrobrás, no preço dos combustíveis.

No último dia 24, a Petrobrás anunciou o corte de 15% no preço nas refinarias, sendo a nona redução no ano, as quais totalizaram um corte de 40,5% para as distribuidoras. Mas após tantas baixas no preço o consumidor mineiro teve, em média, uma redução de apenas 2,4%.

As reduções vêm em um ano marcado por disputa de mercado entre países produtores de petróleo, e instabilidade nas bolsas de valores no mundo devido ao avanço da pandemia do coronavírus.

De acordo com uma pesquisa realizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), na semana de 12 a 18 de janeiro, a média nacional do preço era de R$ 4,586. No levantamento feito do dia 15 a 21 de março, o valor era R$ 4,486. Ou seja, a diferença foi de 10 centavos por litro em três meses. A tendência se confirmou em Minas Gerais e em boa parte das maiores cidades do estado. A comparação das pesquisas realizadas no meio de janeiro e em meados de março mostra queda de 2,4% no preço médio da gasolina nos postos mineiros.

Ainda de acordo com a pesquisa, os preços registrados na semana de 15 a 21 de março são os menores desde o fim de novembro de 2019, descontados a inflação. No entanto, nenhuma variação na média de preços nem sequer se aproxima do corte total de 40,5% feito pela Petrobras nas refinarias.

Por que a redução dos preços não está chegando às bombas?

Quem responde essa questão é o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro). Em nota a instituição afirmou que não estima um período para que o consumidor sinta redução nos preços. O sindicato apresentou, como razões para esse posicionamento, o fato de não haver tabelamento no setor, não ser papel da associação e por não fazer, junto aos postos, levantamentos de dados comerciais.

“Os estabelecimentos revendedores de combustíveis são apenas mais um elo na cadeia de comercialização. Sendo assim, o Minaspetro ressalta que os postos, sendo o último e mais visado elo no segmento de distribuição e revenda, dependem de decisões e repasses – caso estes aconteçam – por parte dos outros agentes do setor; ou seja, governo, refinarias, usinas de etanol e companhias distribuidoras”, afirma a nota.

No texto, o Minaspetro ainda manifesta insatisfação com os impostos que incidem sobre os combustíveis. Na avaliação do sindicato, a tributação no setor “sufoca o empresário, fecha dezenas de estabelecimentos em todo o Brasil e impede o crescimento sustentável do país”.

(Fonte: Felipe Quintella/Estado de Minas.

Atuação do Ministério Público de Minas Gerais

Em algumas cidades mineiras, a falta de repasse da redução no preço dos combustíveis aos consumidores foi motivo de reclamação junto ao MP/MG (Ministério Público de Minas Gerais).

De acordo com informações apuradas por nossa equipe, o MP/MG emitiu duas recomendações a Minaspetro para comunicação imediata aos seus associados nas cidades de Ituiutaba e Gurinhatã.

O documento relacionado ao serviço oferecido em Ituiutaba aponta que o MPMG recebeu reclamação que afirma que os postos de combustíveis de Ituiutaba estariam praticando inidôneos, não repassando aos consumidores as reduções de preços divulgadas pela Petrobras em 2020. Pesquisas realizadas em cidades vizinhas de Ituiutaba, que adquirem combustíveis na mesma distribuidora, estão praticando preços bem mais baratos.

A recomendação aos postos revendedores de combustíveis pede que sejam adotados valores ao consumidor final condizentes com as reduções obtidas na aquisição dos combustíveis, nos últimos três meses, e caso tenham reduzido os preços, que não aumentem a margem de lucro sem fundamento no custo de aquisição.

Gasolina em Ibiá é uma das mais caras da região

Quem abastece nos postos de combustíveis de Ibiá está comprando uma das gasolinas mais caras da região. O valor médio da gasolina, cobrada nos postos de Ibiá é de 4,68 por litro, ficando acima da média nacional, que é de 4,48 e acima da média regional, que é de 4,36. A média regional foi calculada nos preços praticados nas cidades de Araxá, Patrocínio, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia.

#Economia

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