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Seca castiga produtores rurais de Ibiá

Imagem: Rede Integração/Divulgação

O longo período de estiagem mudou completamente as paisagens das fazendas de Ibiá. Nessa época, o que se vê são lavouras de milho, soja e feijão sendo devastada pela seca, que já é considerada a pior dos últimos 20 anos. As estimativas da previsão do tempo, para região de Ibiá, apontavam 300 mm de chuva para essa época, porém choveu apenas 10% desse volume.

Em uma fazenda no município de Ibiá, o produtor rural Franklin Augusto já contabiliza os prejuízos. Segundo ele, as percas na lavoura de feijão, que foi plantada na primeira semana de janeiro, poderá chegar aos 80%, um número considerado raríssimo para região de Ibiá.

José Carlos, outro produtor ibiaense, deve perder 50% das lavouras de milho e soja. Ele disse que está muito preocupado, pois o plantio de suas lavouras foi financiado pelo banco. Para tentar amenizar o problema, José Carlos vai tentar uma prorrogação do pagamento junto ao banco e já planeja buscar outras fontes de renda para pagar os prejuízos.

As lavouras de café também poderão sofrer quebras de até 50% informou a Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, situada em Guaxupé, no sul de Minas.

A proliferação de insetos nessa temporada é mais intensa, e isso requer uma aplicação maior de defensivos agrícolas, aumentando o custo da produção e, nesse caso, elevando ainda mais os prejuízos dos agricultores.  

A situação já está refletindo no preço do feijão que, a cerca de 10 dias atrás, era comercializado a 70 reais a saca e hoje já chega a custar de 120 a 150 reais.

O reflexo da seca não vai ficar apenas nas lavouras, os revendedores e os consumidores vão sentir no bolso as conseqüências da falta de chuva. 

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