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Secretaria de Saúde de Minas confirma morte de macaco por febre amarela em Ibiá

Animal foi encontrado em janeiro. Prefeitura intensifica vacinação contra doença.



A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte de macaco causada por febre amarela em Ibiá. O primata foi encontrado no dia 19 de janeiro, na fazenda Bela Vista, região do distrito de Tobati. Exames laboratoriais feitos pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, confirmaram que o animal estava contaminado pelo vírus do gênero Flavivirus febricis, causador da doença e que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Amostras de outro macaco encontrado morto em Ibiá já passam por exames no mesmo instituto, e o resultado deverá ficar pronto nos próximos dias. Exames também estão sendo feitos em amostras de animais encontrados mortos em Araxá, Frutal, Planura e Uberaba.


O governo de Minas Gerais confirmou nesta quarta-feira (15) que o estado já registrou 208 casos de febre amarela, 70 pessoas já perderam a vida em decorrência da doença.

A Prefeitura de Ibiá, através da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância em Saúde, intensificou as medidas de combate à doença. A vacinação deverá ser reforçada da cidade e, principalmente, nas propriedades rurais, que receberão visitas dos Agentes de Saúde in loco.


Crianças que receberiam a primeira dose da vacina aos 9 meses de idade, agora poderão ser vacinadas a partir dos 6 meses de vida.


Vale a pena informar que os macacos não transmitem a febre amarela para o homem e não são os responsáveis pela transmissão da doença. Eles são, na verdade, indicadores importantes para vigilância da febre amarela, por adoecerem primeiro e fornecerem informações valiosas sobre a circulação do vírus.

A notificação da morte ou mesmo de macacos doentes pode ser realizada por qualquer pessoa na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Ibiá, para que as devidas providências possam ser tomadas. 


Sintomas da Febre Amarela

Depois de inoculado sob a pele dos seres humanos ou macacos, os vírus da febre amarela concentrados nas glândulas salivares das fêmeas dos mosquitos invadem os vasos linfáticos do doente. Dali caem na circulação e infectam as células do fígado, rins, coração, pulmões, a mucosa do sistema digestivo e até do cérebro. A  pele e os olhos do doente adquirem um tom amarelado próprio da icterícia. Daí, o nome febre amarela.


Os sintomas dessa enfermidade variam muito. Podem ser leves a ponto de serem confundidos com os de uma virose banal e regredir espontaneamente, ou podem evoluir para complicações graves e morte.


Febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômito e diarreia são sinais da doença que surgem de repente, em geral, de três a seis dias após a picada do inseto (período de incubação do vírus).


Icterícia progressiva, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), do fígado (hepatite e coma hepático), do pulmão, problemas cardíacos (miocardite) e encefalopatias (convulsões e delírios) são sintomas da doença, que podem levar à morte. (por Dráuzio Varella)

Recomendações

Erradicar o mosquito transmissor da febre amarela é impossível, mas combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos da doença nas áreas urbanas. Por isso, ninguém pode descuidar das normas básicas de prevenção. São elas: eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos, e usar repelentes de insetos no corpo.

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