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Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados em Araxá

Atualizado: 8 de ago. de 2022

Grupo de 43 pessoas trabalhava na colheita de café e criação de bovinos para corte.


Foto: Reprodução/TV Anhanguera.


Quarenta e três trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em Araxá, durante a Operação "Resgate II", que começou em 4 de julho em todo o país. A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação do Ministério do Trabalho e Previdência de Minas Gerais (MPT).


Ao todo foram resgatadas 29 pessoas de trabalhos relacionados à colheita de café e criação de bovinos para corte; e 14 foram resgatadas de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos e trabalho doméstico. As ações foram realizadas no período de 10 a 20 de julho. Outras ações também foram realizadas em Divinópolis, mas não resultaram em resgates.


Segundo o MTP, ficou constatado que, além de não serem respeitados os pagamentos contratuais, o grupo estava submetido a riscos físicos e de acidentes de trabalho, sem ações para prevenir problemas de saúde.


Outros detalhes sobre a situação dos trabalhadores, as circunstâncias encontradas nos locais de resgates e as medidas cabíveis, ainda não foram divulgados pelo MPT.

Em Minas Gerais foram 82 trabalhadores resgatados na operação, sendo o segundo Estado com mais pessoas resgatadas no país. Sete cidades do estado receberam equipes de fiscalização que focaram as atividades principalmente em propriedades rurais, como em Nova Era, Poços de Caldas, Araxá, Boa Esperança, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis e Uberlândia.


O coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Roberto Gomes de Souza, detalhou sobre as condições que estavam os trabalhadores.


"Encontramos trabalhadores laborando em condições muito precárias, inclusive, muitos arregimentados de outros estados, sem registro na carteira de trabalho, sem alimentação e água potável, submetidos a jornadas exaustivas, sem fornecimento de equipamento de proteção individual, expostos a todo o tipo de intempéries e, em alguns casos, até mesmo a animais peçonhentos”, afirmou.

Os empregadores foram notificados a interromper as atividades e formalizar o vínculo empregatício dessas pessoas, bem como a pagar as verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores, que somaram mais de R$ 3,8 milhões.

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