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Uberlândia volta a ter 100% de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

Desde o início da pandemia, houve 2.787 mortes causadas pela infecção por coronavírus na cidade. Novas medidas restritivas podem ser implantadas na cidade.


Imagem: Agência Brasil/Divulgação


O sistema de saúde pública da cidade de Uberlândia já está com os alertas ligados em relação a propagação do novo coronavírus. Números do último boletim epidemiológico emitido pelo município aponta que os leitos destinados ao tratamento da covid-19 na cidade estão 100% ocupados. O Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 informou que a cidade ainda enfrenta outro problema grave que é a falta de imunizantes. Diante do cenário atual, o Comitê não descarta a implantação de novas medidas restritivas na cidade nos próximos dias.


De acordo com o infectologista, professor da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e membro do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, Marcelo Simão, nos últimos dias a cidade voltou à normalidade, com realização de festas, aglomerações e a circulação de um grande número de pessoas, contribuíram para o aumento do contágio na cidade. A presença da variante Delta na cidade pode ser outra razão para a elevação no número de casos, internações e óbitos.


“A gente sabe que a variante Delta é de cinco a oito vezes mais transmissíveis do que a cepa original, onde uma pessoa contaminada transmitia a duas, no máximo três pessoas em média. Mas ainda não temos a comprovação dessa hipótese,” explicou o infectologista.

Simão também comentou sobre a falta de vacinas disponibilizadas para o município enfrenta. Segundo o infectologista a demora no envio dos imunizantes também contribui para o aumento nos casos da doença.

“Proporcionalmente Belo Horizonte e Juiz de Fora receberam muito mais vacina por parte do Governo Estadual. É um déficit de cerca de 100 mil doses quem é prejudicado é a população”, disse Simão.


Em ofícios assinados pelo prefeito Odelmo Leão e enviados em 20 e 29 de julho ao governador Romeu Zema e ao secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, a prefeitura solicita ao governo explicações sobre a desproporção entre as quantidades enviadas com base na comparação com as cidades de Juiz de Fora e Belo Horizonte.


Em nota a Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), respondeu que, em relação aos critérios de distribuição de vacinas contra a Covid-19 no estado, a definição dos grupos elencados para o atendimento, responde ao Plano Nacional de Operacionalização da vacina contra Covid-19, do Ministério da Saúde (MS).


A SES-MG informou ainda que o Estado disponibiliza as doses das vacinas para os municípios conforme o quantitativo recebido pelo Ministério da Saúde para o atendimento aos grupos prioritários elencados em cada remessa da vacina.

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