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Vale suspende atividades em duas minas após extravasamento de água em Minas Gerais

Incidente ocorreu durante período de chuvas intensas e levou à paralisação das operações nas minas de Fábrica e Viga, entre Ouro Preto e Congonhas.



A mineradora Vale S.A. suspendeu as atividades em duas áreas de exploração de minério de ferro em Minas Gerais após o extravasamento de água com sedimentos em uma cava, registrado na região de Ouro Preto, na região Central do estado. O episódio aconteceu durante um período de chuvas intensas, o que elevou o nível de alerta de autoridades ambientais e municipais.


As unidades afetadas são a Mina de Fábrica, localizada entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, e a Mina de Viga, situada em Congonhas. A suspensão das operações ocorreu após a Prefeitura de Congonhas determinar a interrupção dos alvarás de funcionamento, até que sejam concluídas apurações técnicas e ambientais.


Extravasamento e impactos


Segundo informações divulgadas pela própria mineradora, o incidente envolveu extravasamento de água de uma cava, misturada a sedimentos, provocado pelo grande volume de chuva registrado na região. A Vale ressaltou que não houve rompimento de barragem de rejeitos, nem registro de vítimas ou necessidade de evacuação de comunidades próximas.


Apesar disso, a água extravasada atingiu áreas operacionais vizinhas e chegou a cursos d’água da região, o que levantou preocupações quanto a possíveis impactos ambientais, como aumento da turbidez da água e assoreamento. Técnicos ambientais municipais e estaduais passaram a acompanhar o caso de perto.


Medidas adotadas pelas autoridades


Como resposta imediata, a administração municipal de Congonhas decidiu suspender temporariamente os alvarás das duas minas, condicionando qualquer retomada das atividades à apresentação de laudos técnicos de segurança, além de planos de mitigação e recuperação ambiental.


Entre as exigências estão:

  • Monitoramento contínuo da qualidade da água nos cursos d’água afetados;

  • Avaliação de possíveis danos ambientais;

  • Comprovação da estabilidade das estruturas operacionais;

  • Adoção de medidas preventivas para evitar novos extravasamentos.


Órgãos federais e estaduais, como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Ministério Público, também acompanham o caso.


Repercussão e contexto


O episódio ganha ainda mais repercussão por ocorrer em um período de maior sensibilidade em relação à segurança da mineração em Minas Gerais, estado marcado por tragédias ambientais nos últimos anos. Especialistas apontam que eventos extremos de chuva tendem a se tornar mais frequentes, exigindo reforço nos sistemas de drenagem e gestão de riscos das mineradoras.


Do ponto de vista operacional, as duas minas representam uma parcela relevante da produção de minério de ferro da Vale na região. A empresa informou que colabora com as autoridades e que está adotando todas as medidas necessárias para atender às exigências legais e ambientais.


Situação atual


Até o momento, as atividades permanecem suspensas, sem previsão oficial para retomada. A liberação dependerá do aval dos órgãos competentes e da comprovação de que as operações podem ocorrer de forma segura, tanto do ponto de vista estrutural quanto ambiental.

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