Fechamento da Ponte Quinca Mariano muda rotina de turistas e transportadores entre Minas e Goiás
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Obra de recuperação estrutural deve durar cerca de 12 meses e exigirá desvios em uma das principais ligações entre Minas Gerais e Goiás, com reflexos no turismo e na economia regional

Motoristas que costumam utilizar a Ponte Quinca Mariano para viajar entre Minas Gerais e Goiás precisarão redobrar a atenção a partir desta segunda-feira, 3 de agosto. A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) confirmou que o tráfego de veículos sobre a ponte, localizada na GO-139, será totalmente interditado a partir das 6h para a continuidade das obras de recuperação e reabilitação estrutural da travessia sobre o Rio Paranaíba, na divisa entre os dois estados.
A interdição total tem previsão de duração de 12 meses e representa uma mudança significativa para milhares de motoristas que utilizam diariamente a rodovia, seja para transporte de cargas, deslocamentos entre cidades ou viagens de turismo, especialmente com destino a Caldas Novas, um dos principais polos turísticos do Centro-Oeste brasileiro.
As obras começaram em julho com a mobilização das equipes, limpeza da área e execução dos primeiros serviços. Durante a fase inicial, o trânsito funcionou em sistema de restrição parcial e, quando necessário, no modelo pare e siga. Com o término do período de férias escolares e a necessidade de acelerar o cronograma, a Goinfra optou pela interdição completa da ponte.
Segundo o órgão, a medida foi planejada em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), responsável pela coordenação das ações do lado mineiro da divisa.
Obras buscam aumentar a segurança da estrutura
Os trabalhos incluem uma série de intervenções consideradas essenciais para prolongar a vida útil da ponte e garantir maior segurança aos usuários.
Entre os principais serviços estão a substituição dos aparelhos de apoio, recuperação das juntas de dilatação, reforço estrutural por meio de protensão complementar, melhorias no sistema de drenagem e renovação completa da pavimentação.
As intervenções serão executadas em pontos estratégicos ao longo de toda a extensão da ponte.
Durante todo o período da obra, a orientação do tráfego contará com sinalização especial e apoio do Comando de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar de Goiás.
Ligação estratégica entre Minas e Goiás
A Ponte Quinca Mariano é considerada uma das principais conexões rodoviárias entre Goiás e Minas Gerais. Além do intenso fluxo de veículos de passeio, a travessia é utilizada diariamente para o transporte de produtos agropecuários, fertilizantes, insumos agrícolas, combustíveis e minerais.
A GO-139 também integra um dos principais corredores turísticos para visitantes vindos de Minas Gerais e do interior de São Paulo com destino ao complexo turístico de Caldas Novas e Rio Quente, conhecido pelas águas termais que atraem milhões de visitantes todos os anos.
Em municípios como Ibiá, é comum que famílias escolham Caldas Novas para passar férias prolongadas, feriados e fins de semana.
Viagem de Ibiá até Caldas Novas ficará mais longa

Com a interdição da ponte, os motoristas de Ibiá precisarão utilizar rotas alternativas, aumentando a distância percorrida e, em alguns casos, também o custo da viagem com pedágios.
As principais opções são:
Primeira rota
Ibiá → Patrocínio → Coromandel → Catalão → Ipameri → Caldas Novas.
Distância aproximada de 403 quilômetros.
Não há cobrança de pedágios.
Segunda rota
Ibiá → Patrocínio → Araguari → Cumari → Corumbaíba → Caldas Novas.
Distância aproximada de 410 quilômetros.
Pedágios somam R$ 21,30.
Terceira rota
Ibiá → Araxá → Uberlândia → Araguari → Cumari → Corumbaíba → Caldas Novas.
Distância aproximada de 465 quilômetros.
Pedágios totalizam R$ 49,83.
Além do aumento da quilometragem, os motoristas também devem considerar maior tempo de viagem, maior consumo de combustível e possíveis congestionamentos em alguns trechos das rotas alternativas, principalmente durante feriados prolongados.
Comércio às margens da rodovia deve sentir os efeitos
A interdição da Ponte Quinca Mariano também deve provocar impactos econômicos importantes na região. Um dos setores mais afetados tende a ser o comércio instalado às margens da GO-139 e das rodovias de acesso à ponte.
Postos de combustíveis, restaurantes, lanchonetes, borracharias, oficinas mecânicas, hotéis, pousadas e pequenos comércios que dependem do fluxo diário de veículos poderão registrar queda significativa no movimento durante o período das obras.
Muitos desses estabelecimentos têm como principal público caminhoneiros, turistas e motoristas que utilizam a travessia diariamente. Com o desvio obrigatório, parte desse fluxo migrará para outras rodovias, reduzindo a circulação de consumidores na região.
Por outro lado, cidades localizadas ao longo das rotas alternativas poderão experimentar um aumento no movimento, beneficiando postos de combustíveis, restaurantes, supermercados e demais serviços voltados aos viajantes.
O setor de transporte de cargas também deverá enfrentar aumento dos custos operacionais devido ao maior percurso, ao consumo adicional de combustível e ao maior tempo gasto nas viagens. Dependendo da logística de cada empresa, esses fatores podem influenciar os custos de distribuição de mercadorias.
Planejamento será fundamental
Para quem pretende viajar nos próximos meses, especialmente durante feriados ou férias, a recomendação é planejar o deslocamento com antecedência, verificar a rota escolhida, calcular os custos com combustível e pedágios e considerar um tempo maior para chegar ao destino.
A previsão é que a interdição permaneça até a conclusão completa das obras de recuperação estrutural, estimada em aproximadamente 12 meses. Ao final dos serviços, a expectativa é de que a Ponte Quinca Mariano ofereça melhores condições de segurança e trafegabilidade para moradores, turistas e transportadores que utilizam diariamente essa importante ligação entre Minas Gerais e Goiás.



































