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Justiça decreta prisão preventiva após morte em parque de diversões em Itabirito

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Operador do brinquedo e proprietário do Minas Center Park são acusados de homicídio com dolo eventual.



A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do operador do brinquedo conhecido como “minhocão” e do proprietário do parque itinerante Minas Center Park, instalado em Itabirito, na Região Central do estado. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada no domingo (12), um dia depois da morte da jovem contora gospel, Carolina Beatriz de Deus Maciel, de 21 anos, em acidente no local.


Inicialmente, os dois haviam sido presos em flagrante por lesão corporal e homicídio culposo. No entanto, a juíza Luiza Starling de Carvalho entendeu que o caso se enquadra em homicídio com dolo eventual, quando o agente não deseja diretamente o resultado, mas assume o risco de produzi-lo.

“Os responsáveis tinham plena consciência do risco elevado envolvido na atividade e, mesmo assim, optaram por prosseguir com a exploração econômica do parque, assumindo o risco de ocorrência de resultado letal”, destacou na decisão.

Circunstâncias do acidente


De acordo com o documento judicial, quatro pessoas estavam no primeiro vagão do brinquedo quando ele descarrilou e capotou ao fazer uma curva. O “minhocão” possuía apenas uma barra de contenção para as mãos, o que não impediu que os ocupantes fossem arremessados ao chão. Carolina sofreu traumatismo craniano grave e teve parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, não resistiu. Outras três pessoas tiveram ferimentos leves e foram encaminhadas à UPA de Itabirito.


O operador do brinquedo admitiu que o acidente pode ter sido causado pelo excesso de peso. Para a magistrada, cabia a ele controlar o acesso e autorizar a entrada dos usuários, podendo impedir a utilização simultânea caso identificasse risco. Já em relação ao proprietário do parque, a juíza ressaltou que não foram apresentados documentos que comprovassem a segurança dos equipamentos, que estavam em “condições precárias”.


Argumentos das defesas


O advogado Giuliano Vettori Carvalho, que representa os acusados, afirmou que vai pedir a revogação da prisão preventiva. Segundo ele, o parque possui toda a documentação exigida e realiza inspeções e manutenções regularmente.


“Recebemos com surpresa a nova tipificação do dolo eventual, considerando que o parque tem toda a documentação, todas as inspeções. Todas as manutenções preventivas e corretivas estão em dia”, declarou. O advogado acrescentou que o parque está prestando assistência à família da vítima e colaborando com as investigações.

Já o advogado da família de Carolina, Daniel Soares, destacou que a decisão judicial evidencia que o funcionamento do parque ocorria em condições potencialmente inseguras.


“A prisão preventiva foi decretada não apenas pela gravidade concreta do caso, mas também para garantir a adequada apuração dos fatos, evitando qualquer interferência na produção de provas e na oitiva de testemunhas”, afirmou.

Conclusão da Justiça


Na decisão, a juíza Luiza Starling de Carvalho concluiu que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do acidente e do risco concreto evidenciado. Assim, determinou a prisão preventiva dos dois responsáveis, enquanto seguem as investigações sobre as circunstâncias da tragédia que vitimou Carolina Beatriz.

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