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Justiça condena falso veterinário a 14 anos de prisão por morte de animais e estelionato em Uberaba

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Diego Morelli Silva Nunes atuava de forma irregular e foi sentenciado por crimes que incluem maus-tratos, falsidade ideológica e ameaças contra tutores



A Justiça de Uberaba condenou Diego Morelli Silva Nunes, de 37 anos, a uma pena que ultrapassa os 14 anos de prisão. A sentença, divulgada nesta segunda-feira (6), responsabiliza o réu por uma série de crimes cometidos enquanto ele se passava por médico veterinário, apesar de ser apenas estudante do quinto período do curso.


A decisão estabelece 11 anos e 9 meses de reclusão, somados a mais de três anos de detenção (prisão simples) e o pagamento de multa. Diego, que já estava preso preventivamente desde novembro de 2025 na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, não poderá recorrer da sentença em liberdade.


Entenda o caso e as investigações


Essa é a Lola, que morreu na clínica de Diego — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Essa é a Lola, que morreu na clínica de Diego — Foto: Reprodução/Redes Sociais

As investigações ganharam força após a morte da cadela Lola, em abril de 2025. O animal foi atendido por Diego em sua própria clínica. Na ocasião, os tutores de Lola pagaram R$ 1.200 pelo serviço via Pix e após o óbito do animal, eles descobriram que o homem não possuía habilitação profissional para exercer a medicina veterinária. Ao ser confrontado, Diego passou a ameaçar e perseguir os tutores. O impacto das ameaças foi tão severo que causou traumas psicológicos em um dos tutores. Além do caso de Lola, o processo detalha outras vítimas:

  • Mortes confirmadas: Além de Lola, o cão Léo também morreu sob os cuidados do falso profissional.

  • Maus-tratos: Os animais Akira, Jorge e Chiara também foram vítimas de negligência e maus-tratos durante atendimentos.

  • Outras irregularidades: Diego vendia planos de saúde para pets de forma irregular e utilizava vídeos para chantagear um ex-sócio que trabalhava em um pet shop.


Indenizações e restrições


A condenação abrange os crimes de maus-tratos a animais com resultado de morte, exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, ameaça, perseguição e estelionato.


A Justiça determinou que o réu pague uma indenização de R$ 5 mil para cada uma das oito vítimas citadas no processo. Diego também está proibido de se aproximar dos tutores da cadela Lola. Caso descumpra a medida restritiva, estará sujeito ao pagamento de novas multas.


Posicionamento da defesa


O advogado responsável pela defesa de Diego Morelli Silva Nunes, informou que pretende recorrer da decisão. Segundo a defesa, o objetivo do recurso é buscar a absolvição do réu e reverter a condenação imposta pelo Judiciário de Uberaba.

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