População em situação de rua cresce mais de 40% em Minas Gerais em cinco anos, aponta estudo da UFMG
- ibiaemfoco
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Levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua indica que número passou de 23,4 mil em 2020 para 33,1 mil pessoas em dezembro de 2025

A população em situação de rua em Minas Gerais registrou um crescimento expressivo nos últimos cinco anos. De acordo com dados divulgados no mais recente informe técnico do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), vinculado ao programa Pólos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o número de pessoas vivendo nas ruas do estado saltou de 23,4 mil em 2020 para 33,1 mil em dezembro de 2025, um aumento superior a 40%.
O crescimento acompanha uma tendência nacional. No Brasil, o estudo aponta que o total de pessoas em situação de rua passou de cerca de 328 mil no final de 2024 para mais de 365 mil em dezembro de 2025, consolidando um cenário de agravamento da vulnerabilidade social em diferentes regiões do país.
Minas Gerais entre os estados com maior número de pessoas em situação de rua

Com os números atualizados, Minas Gerais ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, estados que historicamente concentram os maiores contingentes dessa população. O Sudeste, inclusive, reúne mais de 60% das pessoas em situação de rua no Brasil, segundo o levantamento.
Os dados utilizados pelo OBPopRua têm como principal base o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), considerado a fonte oficial mais abrangente sobre famílias e indivíduos em situação de extrema vulnerabilidade. O observatório destaca que, embora o CadÚnico não substitua um censo de campo específico, ele permite acompanhar a evolução do fenômeno ao longo do tempo e subsidiar a formulação de políticas públicas.
Estudo é referência nacional
O Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua é reconhecido nacionalmente por monitorar e analisar dados relacionados à população em situação de rua, reunindo pesquisadores, movimentos sociais e instituições públicas. As informações divulgadas vêm sendo repercutidas por veículos de imprensa e também por canais institucionais da própria UFMG, o que reforça a credibilidade dos números apresentados.
Especialistas apontam que fatores como desemprego, precarização do trabalho, déficit habitacional, aumento do custo de vida e impactos sociais acumulados desde a pandemia de Covid-19 ajudam a explicar o crescimento observado nos últimos anos.
Desafio para políticas públicas

O avanço do número de pessoas em situação de rua evidencia a necessidade de ampliação e fortalecimento de políticas públicas voltadas à moradia, assistência social, saúde mental e reinserção social. Para os pesquisadores do OBPopRua, os dados devem servir de alerta para gestores públicos sobre a urgência de ações integradas e permanentes para enfrentar o problema.









































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