Tragédia na Zona da Mata: Mortes passam de 50 e Exército chega para reforçar buscas sob nova tempestade
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Com mais de 3 mil desabrigados e 18 desaparecidos, Juiz de Fora e Ubá vivem cenário de guerra; Governo Federal anuncia auxílio financeiro e antecipação de benefícios para as vítimas.

A região da Zona da Mata mineira enfrenta um dos capítulos mais dramáticos de sua história recente. O número de vítimas fatais em decorrência das fortes chuvas que assolam a região desde a última segunda-feira (23) chega a marca de 54 mortos no final da manhã desta quinta-feira (26). O cenário, que já era crítico, agravou-se com o retorno das tempestades na noite de ontem (25/2), provocando novos alagamentos e dificultando o trabalho de resgate.
De acordo com o último boletim do Corpo de Bombeiros, Juiz de Fora contabiliza 48 óbitos, enquanto a cidade de Ubá registrou seis mortes. As equipes de salvamento correm contra o tempo para localizar 14 pessoas que ainda seguem desaparecidas (12 em Juiz de Fora e duas em Ubá). Em Matias Barbosa, apesar do rastro de destruição material, não houve registro de vítimas fatais.
Forças de Segurança e Apoio Militar

Diante da magnitude do desastre, uma megaoperação foi montada. Nesta quinta-feira, 10 caminhões do Exército Brasileiro e 100 militares desembarcaram em Juiz de Fora para atuar na mitigação dos danos. Eles se somam a um contingente de mais de 90 bombeiros, vindos de diversas regiões do país, que trabalham arduamente em meio à lama e aos escombros.
Resposta Federal e Auxílio às Famílias
Em Brasília, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou um pacote de medidas emergenciais. O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), disponibilizou um auxílio de R$ 800 por pessoa desabrigada, que será repassado via prefeituras. Além disso, foi confirmada a antecipação de benefícios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
"O objetivo é assegurar total apoio à população e fortalecer as ações de resposta", afirmou Alckmin, que enviou autoridades federais à região para supervisionar as operações.
O Medo da "Segunda Tragédia"

Especialistas e autoridades alertam agora para o que chamam de "segunda tragédia". Com cerca de 3 mil pessoas fora de suas casas, o foco das próximas 72 horas é evitar mortes e doenças que ocorrem após o pico das chuvas.
A Defesa Civil reforça a necessidade de interdições firmes em áreas de encosta e imóveis condenados. O retorno de famílias a casas instáveis, a religação da rede elétrica sem inspeção e o contato com água contaminada são os principais riscos de novos surtos e acidentes silenciosos.







































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