Reviravolta na política mineira: Cleitinho desiste de disputar o Governo de Minas e permanecerá no Senado
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Após semanas de indefinição, senador afirma que decisão foi motivada pelo luto pela morte do irmão e diz que precisa cuidar da família antes de enfrentar uma campanha eleitoral.

Em uma reviravolta que altera o cenário político de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano. A decisão encerra meses de especulações e uma sequência de adiamentos sobre sua candidatura, frustrando a expectativa de aliados e dirigentes partidários que trabalhavam para consolidar seu nome na disputa pelo Palácio Tiradentes.
O anúncio foi feito em Brasília, após uma reunião com a direção nacional do Republicanos. Ao lado do presidente da legenda, Marcos Pereira, Cleitinho apareceu visivelmente emocionado e, entre lágrimas, explicou que o momento vivido por sua família tornou impossível seguir adiante com o projeto político.
"Quero pedir perdão porque meu momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que eu estou. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade", declarou o senador.
A principal razão apontada por Cleitinho foi a morte de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no mês passado. Desde então, o parlamentar vinha se mantendo afastado de parte da agenda política e já havia deixado de participar da convenção estadual do Republicanos, justamente por estar vivendo o período de luto.
Durante o pronunciamento, Cleitinho afirmou que precisa, antes de qualquer decisão política, recuperar o equilíbrio emocional e dedicar atenção à família.
"Vim com o coração aberto para falar que, neste momento, pelas circunstâncias da minha vida, não tem como entrar numa campanha agora sem cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família", disse.
Decisão partiu do próprio senador
A reunião que definiu o futuro da candidatura contou com a participação do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, do presidente estadual da sigla, Euclydes Pettersen, do ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão e de outros parlamentares do partido.
Segundo Marcos Pereira, o Republicanos voltou a oferecer todas as condições para que Cleitinho disputasse o governo, inclusive após as divergências registradas na semana anterior. Desta vez, porém, a desistência partiu exclusivamente do senador.
"Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato. Mas ele tem uma decisão pessoal por causa desse momento que está passando", afirmou o dirigente.
Fim de uma longa novela política
A desistência coloca ponto final em uma das principais indefinições da sucessão estadual. Desde o início do ano, Cleitinho alternou declarações de entusiasmo com sucessivos adiamentos sobre sua decisão.
Em junho, chegou a afirmar da tribuna do Senado que seria candidato e criticou notícias que apontavam uma possível desistência. Nas semanas seguintes, entretanto, adiou diversas vezes o anúncio oficial, alegando que aguardaria o melhor momento para decidir seu futuro político.
Nos bastidores, a indefinição passou a gerar desconforto entre lideranças do Republicanos e também entre partidos aliados, que aguardavam uma definição para organizar a composição da chapa que pretende representar o campo conservador em Minas Gerais.
Cenário eleitoral muda completamente
A saída de Cleitinho da disputa provoca uma das maiores mudanças no cenário eleitoral mineiro até agora. O senador aparecia entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto e era considerado peça importante nas articulações da direita para a sucessão estadual. Sua decisão amplia as negociações entre Republicanos, PL, União Brasil e PP em busca de uma nova estratégia para a eleição.
Com a permanência no Senado, Cleitinho mantém seu mandato e deixa em aberto quais serão seus próximos passos políticos. A expectativa agora é de que as lideranças partidárias acelerem as conversas para definir quem assumirá o protagonismo na corrida pelo Governo de Minas.
Mais do que uma decisão eleitoral, o anúncio desta segunda-feira teve um tom profundamente humano. Ao priorizar o luto e a família em um dos momentos mais difíceis de sua vida, Cleitinho afirmou que, neste instante, a recuperação pessoal fala mais alto do que qualquer projeto político, encerrando uma longa expectativa que mobilizou os bastidores da política mineira nas últimas semanas.







































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