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Risco de dengue se multiplica em Minas Gerais

Casos prováveis em Minas saltam de 4.671 para 6.988 em uma semana, com cinco mortes, aponta boletim da Secretaria de Saúde. 




Casos prováveis em Minas saltam de 4.671 para 6.988 em uma semana, com cinco mortes, aponta boletim da Secretaria de Saúde. Poças e entulho viram criadouros e elevam o perigo

A temporada de chuvas, alternando com dias de sol, fornece um ambiente perfeito para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika: água acumulada nas ruas, em montes de entulho, jardins, quintais ou até em pequenos vasos de planta se transformam em criadouros. A tendência é de que a escalada dessas doenças se torne ainda mais forte.

A dengue já lidera as estatísticas dessas arboviroses e cresce aos saltos, aponta boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado ontem. Os casos prováveis da enfermidade passaram dos 4.671 registrados até a terça-feira da semana passada para 6.988 no levantamento feito nesta última terça-feira (4), o que dá uma média de 200 diagnósticos suspeitos e/ou confirmados por dia em Minas. As regiões Nordeste, Leste, Sul e Sudeste de Minas estão em alerta.

O médico infectologista e professor adjunto do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG Mateus Rodrigues Westin alerta: “As chuvas favorecem acúmulo de água parada e, consequentemente, a maturação dos ovos do Aedes. Ou seja, os últimos temporais aumentaram a quantidade de lixo nas ruas e o risco de transmissão. Nem sempre a limpeza é feita com a rapidez necessária”, explicou.

Este ano, de acordo com a SES, Minas Gerais registrou 6.988 casos prováveis de dengue. No primeiro boletim do ano, divulgado em 8 de janeiro, eram apenas 56. Já são cinco mortes sob investigação, distribuídas em Medina (Vale do Jequitinhonha), Além Paraíba (Zona da Mata) e Campo Belo (Centro-Oeste), Iturama (Triângulo Mineiro) e Tapuraba (Zona da Mata). Vale lembrar que nem todos os diagnósticos prováveis e mortes sob suspeição ocorreram no período de sete dias, mas sim que eles passaram a fazer parte do levantamento nesse intervalo de tempo. No ano passado, foram confirmados 178 óbitos e 89 permanecem em investigação.

O boletim da SES registra ainda a notificação de 131 casos prováveis de febre chikungunya, dois deles em gestantes, e 52 de zika, sendo seis em grávidas. Ainda de acordo com o boletim, 13 municípios estão com incidência muito alta (mais de 500 casos por 100 mil habitantes) de casos prováveis de arboviroses, 10 com alta incidência (300 a 499 por 100 mil habitantes), 29 em média incidência (100 a 299 por 100 mil habitantes) e 492 sem casos prováveis. De acordo com a SES, as medidas de controle da dengue, zika e chikungunya em Minas Gerais ocorrem o ano todo e são intensificadas nos meses mais quentes e chuvosos, em que há maior incidência da transmissão das arboviroses.

Para evitar a proliferação do Aedes, é importante cada um fazer sua parte e manter uma rotina semanal de verificação e eliminação de focos do mosquito dentro dos imóveis, já que cerca de 80% dos focos de mosquito, segundo especialistas, estão nas casas. “É preciso evitar de todas as formas o acúmulo de água parada em todos os objetos e lugares no ambiente privado e de trabalho, sejam vasos de planta, pneus ou caixas. Também é importante acionar o poder público para recolher lixo e entulhos nas proximidades”, recomendou o infectologista Mateus Rodrigues Westin.

#MinasGerais #Saúde

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