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CUIDADO COM A DOENÇA DO PEIXE CRU

Neste período do ano o consumo de peixe nas famílias ibiaenses aumenta muito devido as comemorações de Páscoa. Mas todos nós precisamos ficar atentos ao preparar este alimento que é muito rico em proteínas, cálcio e outros nutrientes.


A difilobotríase é uma infecção causada por um parasita de peixes, também conhecido como tênia dos peixes. O parasita dos peixes é um verme cientificamente chamado de Diphyllobothrium latum, e representa uma das espécies de helmintos (vermes) achatados (platelmintos) que adquirem o maior tamanho entre os helmintos. Os humanos tornam-se infectados quando ingerem peixe cru, ou mal cozido, contendo as larvas do verme. No Brasil, a Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo registrou a ocorrência de 27 casos no município de São Paulo, entre março de 2004 e março de 2005, o que levou o Ministério da Saúde produzir um alerta em 7/4/2005, através de nota técnica, onde são destacadas as possibilidades de infecção.

Infecção 

Após a pessoa, ou outro hospedeiro, ingerir peixes crus ou mal cozidos, infectados, a larva cresce no intestino do hospedeiro. O verme adulto, que é segmentado, pode atingir mais de 10 metros de comprimento com cerca de 3 000 segmentos. Os ovos são formados em cada segmento e são passados ainda imaturos para as fezes (até 1.000.000 de ovos por cada tênia). Ocasionalmente, alguns segmentos (que são chamados de proglotes) podem passar também às fezes. Os parasitas adultos maduros que se alojaram no intestino delgado atacam a sua mucosa. 

Sintomas

A maioria dos indivíduos infectados não apresenta sintomas. As infecções muito intensas podem apresentar os seguintes: 

– desconforto abdominal

– náusea, vômito e diarréia

– a infestação maciça pode produzir obstrução do intestino pelos vermes o que leva à dor abdominal.

– esta infecção pode levar à deficiência de vitamina B12 e, em conseqüência, à anemia perniciosa (megaloblástica); os indivíduos com deficiência de B12 e anemia podem apresentar fadiga e confusão.

Se você suspeita que esteja infectado procure seu médico ou vá a um posto de saúde para prévio diagnóstico e posterior prescrição. 

Não utilize nenhum tipo de medicação sem consultar um médico. 

Evite comer peixes crus ou mal cozidos. Os consumidores de pescados crus, ou mal cozidos, são a população de risco para a difilobotríase. A existência de diversos restaurantes que oferecem nos seus cardápios pratos como sushi, sashimi, ceviche, e outros pescados crus, ou mal cozidos, nas suas preparações, possibilita o risco de contaminação ao consumidor se a matéria-prima estiver infestada. 

VEJA ALGUMAS DICAS PARA PREPARAR O SEU PEIXE

– Depois de limpo o peixe deve ser lavado em abundante água corrente. A última água dever ser salgada. – Os peixes de água doce são mais saborosos se mortos no momento em que vão ser cozinhados. – Os peixes pequenos para fritura, não devem ser esventrados. – O peixe para cozer deve ser esfregado com meio limão: a pele assim tenderá a não se romper. – A calda da cozedura do peixe pode ser utilizada para elaborar saborosas sopas. – Os peixes cozidos, para serem servidos frios devem ser deixados a arrefecer na sua calda da cozedura, evitando desta forma que a carne seque. – O peixe grelhado e assado fica mais saboroso se for regado com um pouco de rosmaninho ou de salva, ensopada em óleo, durante a cozedura. – O peixe para fritar antes de ser enfarinhado não deve ser lavados em água, mas antes esfregado com papel absorvente ou um guardanapo. – Para obter uma boa fritura é necessário que a fritadeira seja grande e funda. A temperatura do óleo deve ser inversamente proporcional ao tamanho do peixe, isto é, se o peixe for pequeno (150-200 gr) o calor, de início, não deve ser demasiado forte, aumentando durante a confecção. – Para se obter peixe frito dourado, depois de enfarinhado, deve-se levantá-lo pela cauda, mergulhá-lo rapidamente em água fria e, de imediato, levá-lo à frigideira. A farinha torna-se, assim, numa crocante e dourada crosta.

Benefícios associados ao consumo de peixes

  1. Diminui a taxa de colesterol;

  2. Atua nas células nervosas ( deficiências nos nutrientes existentes nos peixes podem refletir em problemas de memória, alterações de humor e retardo na aprendizagem);

  3. Diminui o risco de doenças coronárias e arteriosclerose (endurecimento e espessamento da parede das artérias);

  4. Atua no processo das inflamações, controle da pressão alta e diminuição da agregação plaquetária;

  5. Atua na manutenção do peso ideal, através do controle do apetite;

  6. Fonte de proteínas de elevado conteúdo nutritivo que contribuem com o processo de digestão, ultrapassando às das carnes vermelhas;

  7. Fonte de vitaminas (A, E, D e niacina) e micronutrientes (ferro, iodo, magnésio, cálcio, sódio, fósforo, potássio, flúor, selênio, manganês e cobalto);

  8. Em mulheres grávidas, evita a depressão pós parto e auxilia no desenvolvimento cerebral do feto.

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