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Estudo alerta para alta de 35% no uso irregular de canetas emagrecedoras

Entre a promessa da perda de peso rápida e o risco da falsificação, mulheres jovens são as principais vítimas do comércio ilegal de análogos de GLP-1.


Imagem ilustrativa criada por IA.
Imagem ilustrativa criada por IA.

O mercado brasileiro enfrenta uma crise silenciosa de saúde pública. De acordo com a pesquisa recente intitulada "Automedicação e acesso irregular às canetas emagrecedoras: um desafio de saúde pública", o consumo desses medicamentos registrou um salto de 35%. O dado mais alarmante, no entanto, não é apenas o volume de vendas, mas a forma como esses fármacos chegam ao consumidor: através do mercado paralelo e sem qualquer supervisão médica.


O Perfil do Consumo e o Perigo da Desinformação


O estudo revela que o público-alvo dessa tendência é composto majoritariamente por mulheres jovens. Impulsionadas por padrões de estética difundidos em redes sociais e pela desinformação, muitas buscam soluções rápidas em plataformas de e-commerce e farmácias que ignoram a obrigatoriedade da receita médica.


A ampla oferta online transformou medicamentos complexos em "produtos de prateleira", ignorando que substâncias como a semaglutida e a tirzepatida exigem acompanhamento rigoroso para monitorar efeitos colaterais gastrointestinais e metabólicos.


O Cenário Regulatório: O que diz a Anvisa?


É importante diferenciar o uso terapêutico do uso indiscriminado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem avançado na aprovação de tratamentos modernos, desde que utilizados sob prescrição:

  • Wegovy® (Semaglutida): Aprovado em janeiro de 2023, foi o primeiro injetável semanal indicado especificamente para o tratamento de sobrepeso e obesidade no Brasil.

  • Mounjaro (Tirzepatida): Em junho de 2025, teve sua indicação ampliada para o tratamento de obesidade e sobrepeso associado a comorbidades, sendo considerado um dos mais potentes da categoria.


Os Riscos do Mercado Paralelo


A venda irregular — seja em sites de terceiros, redes sociais ou sem a retenção de receita — abre as portas para perigos fatais. Especialistas e órgãos oficiais alertam para:

  • Produtos Falsificados: Sem o selo de procedência e o controle da cadeia de frio (refrigeração), o paciente pode estar injetando substâncias inertes ou até tóxicas.

  • Subdosagem ou Superdosagem: Canetas adulteradas não garantem a entrega da dose correta, podendo causar desde a ineficácia do tratamento até crises de hipoglicemia e pancreatite.

  • Falta de Anamnese: Sem um médico, ignora-se o histórico familiar de doenças como câncer de tireoide, uma das contraindicações importantes para esses fármacos.


"A automedicação com análogos de GLP-1 não é apenas um erro de conduta, é um risco à vida. O medicamento que não passa pela farmácia oficial e pelo crivo do médico é uma arma de fogo sem trava", alertam especialistas em endocrinologia.

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