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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Medida entra em vigor nesta quinta-feira e aumenta tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.



Entrou em vigor nesta quinta-feira (5) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida foi oficializada pelo Departamento de Estado norte-americano e amplia o alcance das sanções e mecanismos de combate internacional contra os grupos criminosos brasileiros.


Segundo o governo dos EUA, a nova classificação permitirá ações mais rígidas de investigação, bloqueio de bens, cooperação internacional e processos criminais envolvendo integrantes, financiadores e possíveis colaboradores das facções. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas “mais violentas” da América Latina e possuem atuação além das fronteiras brasileiras.


Com a inclusão na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, os EUA passam a ter instrumentos jurídicos mais amplos para monitorar movimentações financeiras, rastrear operações internacionais e endurecer punições contra qualquer apoio considerado material às facções. Especialistas avaliam que a medida pode impactar diretamente investigações conjuntas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente nas áreas de narcotráfico, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.


A decisão também provocou reação imediata do governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que classificou como interferência externa em assuntos internos do país e afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras. Lula declarou que o PCC e o Comando Vermelho “são terroristas para a sociedade brasileira”, mas ressaltou que o Brasil “não aceitará ingerência estrangeira”.


De acordo com informações divulgadas por veículos da imprensa nacional e internacional, o Palácio do Planalto prepara o envio de uma comissão formada por políticos aliados do governo aos Estados Unidos nos próximos dias. O objetivo será tentar reverter ou amenizar os efeitos da decisão anunciada pela gestão do presidente Donald Trump.


Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro demonstram preocupação com possíveis consequências diplomáticas, econômicas e operacionais da medida. Entre os principais receios estão eventuais restrições financeiras, dificuldades em acordos de cooperação policial e o aumento da influência norte-americana em investigações relacionadas ao crime organizado no Brasil.


A classificação de facções criminosas como organizações terroristas já vinha sendo defendida por setores conservadores e autoridades de segurança de alguns países da América do Sul. Argentina e Paraguai também adotaram medidas semelhantes recentemente contra PCC e CV.


Especialistas em relações internacionais avaliam que a decisão dos EUA pode gerar novos atritos diplomáticos em meio ao cenário político brasileiro e às discussões sobre soberania nacional e segurança pública. Ao mesmo tempo, defensores da medida afirmam que o endurecimento internacional pode dificultar a expansão financeira e operacional das facções fora do Brasil.

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