Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com mais do dobro de palanques estaduais que Lula
Candidato do PL terá aliados em 13 estados, contra seis palanques ligados ao presidente Lula; disputas estaduais ainda abertas não entram na contagem.

O segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro, começa com uma diferença significativa na distribuição dos apoios políticos nos estados. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) terá aliados em 13 estados, enquanto o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contará com palanques em seis unidades da Federação.
O levantamento, divulgado pelo Metrópoles nesta terça-feira (7), considera os estados em que candidatos aliados aos dois presidenciáveis foram eleitos para o governo no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, ou chegaram ao segundo turno com apoio declarado de um dos candidatos à Presidência.
A vantagem de Flávio representa mais que o dobro do número de palanques estaduais contabilizados para Lula. O cenário amplia a presença política do candidato do PL nos estados durante a campanha para a segunda etapa da disputa presidencial.
Estados onde os palanques já estão definidos

Entre os estados que terão governadores eleitos no primeiro turno e que contam com aliados de Flávio estão unidades importantes como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, entre outras.
Em Minas Gerais, por exemplo, Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador no primeiro turno. O senador declarou apoio a Flávio Bolsonaro durante a disputa presidencial. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também foi reeleito no primeiro turno e apoia o candidato do PL. No Paraná, Sergio Moro (PL) foi eleito governador, enquanto em Santa Catarina Jorginho Mello (PL) conquistou a reeleição.
No caso de Lula, a principal concentração de palanques está no Nordeste, onde governadores eleitos no primeiro turno declararam apoio ao presidente. Entre eles estão governadores do Ceará, Bahia, Piauí e Paraíba, além de outros aliados contabilizados pelo levantamento.
Estados com segundo turno para governador ficam fora da conta
A análise não considera Amazonas, Distrito Federal e Rio de Janeiro, onde a disputa pelo governo estadual ainda está aberta e envolve candidatos ligados aos dois presidenciáveis.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD), apoiado por Lula, enfrenta Professora Maria do Carmo (PL), apoiada por Flávio. No Distrito Federal, Leandro Grass (PT), alinhado ao campo lulista, disputa contra Celina Leão (PP), que conta com apoio da família Bolsonaro. Já no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), apoiado por Flávio, enfrenta Eduardo Paes (PSD), que declarou apoio a Lula. Essas três disputas não foram incluídas na contagem de palanques porque o resultado eleitoral ainda pode alterar a correlação de forças políticas nos respectivos territórios.
Quatro estados permanecem sem alinhamento definido
O levantamento também aponta que Amapá, Maranhão, Tocantins e Pernambuco permanecem sem um palanque estadual claramente definido para nenhum dos dois candidatos à Presidência.
No Tocantins, por exemplo, Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) disputarão o segundo turno para governador, mas não haviam declarado apoio a Flávio ou Lula no momento do levantamento. No Rio Grande do Norte, por outro lado, Lula já tem um palanque assegurado com Cadu Xavier (PT), que disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil), candidato que não declarou apoio a nenhum dos presidenciáveis.
Disputa presidencial
Flávio Bolsonaro e Lula foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e disputarão a Presidência da República em 25 de outubro. Segundo o TSE, Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
A vantagem de palanques estaduais representa um ativo político importante para Flávio na segunda etapa da campanha, principalmente pela capacidade dos governadores e de suas estruturas políticas de mobilizar lideranças regionais e ampliar a presença dos candidatos presidenciais nos estados.
Por outro lado, a maior quantidade de aliados estaduais não determina, por si só, o resultado da eleição presidencial. A disputa continuará sendo definida pelo voto dos eleitores em todo o país, em um segundo turno marcado pela forte polarização entre os dois candidatos.
Com as campanhas oficialmente voltadas para a segunda etapa, Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com uma rede estadual de apoios mais ampla, enquanto Lula mantém sua principal força política concentrada em estados onde o campo governista preservou maior influência eleitoral.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Agência Brasil e levantamento do Metrópoles.









































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