Diretora da Saúde de Paracatu é investigada pelo MPMG por uso de verba pública em cirurgias plásticas
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O Ministério Público aponta descumprimento de protocolos para a realização de procedimentos estéticos avaliados em mais de 30 mil reais.

A diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, Brenda Tavares Moura, tornou-se alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). Conforme apuração divulgada pelo portal de notícias G1, a gestora é suspeita de utilizar o cargo público para furar a fila do sistema de saúde e realizar cirurgias plásticas pagas com recursos da administração municipal.
As apurações do órgão fiscalizador indicam que Brenda usou sua posição de liderança para burlar as normas e os protocolos operacionais do sistema público. Por estar à frente da diretoria responsável pela Média e Alta Complexidade, a servidora exercia influência direta sobre os fluxos de agendamento e a liberação de autorizações de procedimentos geridos pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto do Paranaíba (Cisalp).
De acordo com a ação apresentada pelo Ministério Público, essa posição privilegiada permitiu o agendamento de duas intervenções cirúrgicas de caráter puramente estético em benefício próprio: uma mastopexia com implante de prótese mamária e uma dermolipectomia abdominal. Juntas, as cirurgias custaram aos cofres públicos o montante exato de R$ 31.403,75.
Entenda os procedimentos realizados
As intervenções financiadas com verba pública possuem indicações específicas na rede de cirurgia plástica:
Mastopexia com prótese mamária: procedimento cirúrgico destinado a reestruturar e levantar as mamas, frequentemente associado à inserção de implantes de silicone para restabelecer o volume e a firmeza da região.
Dermolipectomia abdominal: cirurgia focada na remoção do excesso de pele e de gordura na região do abdômen, comumente recomendada a pacientes após episódios de grande perda ponderal, gestações ou em quadros intensos de flacidez muscular e cutânea.
O MPMG ressalta que o favorecimento pessoal no agendamento de cirurgias eletivas fere frontalmente os princípios administrativos da impessoalidade e da moralidade, prejudicando o atendimento dos cidadãos que aguardam na fila oficial de regulação de exames e procedimentos.




































