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Anvisa aprova medicamento inédito para tratamento de Alzheimer no Brasil

O fármaco Leqembi, indicado para fases iniciais da doença, utiliza anticorpos para retardar o comprometimento cognitivo e já possui autorização para distribuição no país.


Imagem ilustrativa criada a partir  Inteligência Artificial.
Imagem ilustrativa criada a partir Inteligência Artificial.

Brasília/DF – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante no combate às doenças neurodegenerativas ao aprovar o registro do Leqembi (lecanemabe). Este é o primeiro medicamento biológico da categoria de anticorpos monoclonais autorizado no Brasil para o tratamento específico da doença de Alzheimer.


O fármaco é indicado exclusivamente para adultos que apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência leve, características da fase inicial da patologia. Segundo o registro oficial, o objetivo do tratamento é intervir precocemente para desacelerar a progressão dos sintomas.


Administração e Disponibilidade


Diferente de terapias convencionais via oral, o Leqembi deve ser administrado por infusão intravenosa. O protocolo estabelecido prevê:

  • Duração: Aproximadamente uma hora por sessão.

  • Frequência: Uma aplicação a cada duas semanas.


Embora o registro já permita a distribuição e o uso em território nacional, a chegada efetiva às farmácias e hospitais depende do cronograma estratégico do laboratório fabricante.


Impacto no Brasil


A aprovação traz esperança para uma parcela significativa da população. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 1 milhão de brasileiros convivem atualmente com o Alzheimer. A chegada de uma tecnologia inédita representa um avanço no manejo clínico da doença, que ainda é um dos maiores desafios da saúde pública no século XXI.

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