Brasil registra queda nos casos de violência letal contra mulheres em 2024, mas números ainda preocupam
- 28 de mar. de 2025
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Relatório do Ministério das Mulheres aponta redução de 5,07% em feminicídios e homicídios dolosos, mas registra quase 200 estupros por dia; mulheres negras seguem como as mais vulneráveis.

O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Ministério das Mulheres, revelou uma redução de 5,07% nos casos de violência letal contra mulheres em 2024 em comparação com o ano anterior. No total, foram registrados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos e lesões corporais seguidas de morte no período.
Apesar da queda, os números continuam alarmantes. O relatório também destacou que o Brasil registrou 71.892 estupros de mulheres em 2024, uma média de 196 casos por dia. Embora tenha havido uma leve redução (1,44%) em relação a 2023, a situação ainda é grave, especialmente para mulheres negras, que representam 60,4% das vítimas de violência.
Políticas públicas e sociedade como aliadas
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que a diminuição nos índices de violência é resultado de ações integradas, como campanhas de conscientização, políticas públicas e maior engajamento social.
“Isso significa que alguém está intervindo antes que o fato aconteça. É disso que nós precisamos: uma sociedade que não se cale”, declarou a ministra, reforçando a importância da denúncia e da prevenção.
O relatório também mostrou que:
76,6% dos agressores são homens;
71,6% das agressões ocorrem dentro de casa;
Mulheres negras são as mais vulneráveis, representando a maioria das vítimas.
Desafios e avanços socioeconômicos
Além da violência, o Raseam 2025 trouxe dados sobre autonomia econômica, educação e participação política das mulheres. Entre os destaques:
Mulheres são maioria como responsáveis por domicílios;
Ganham, em média, 79,3% do salário dos homens em empresas formais;
Tiveram maior sucesso nas eleições de 2024, com 30,6% das candidatas a prefeitas eleitas.
A ministra Cida Gonçalves ressaltou que o relatório servirá como base para políticas públicas mais efetivas, mas alertou:
“Não podemos nos acomodar. Queremos feminicídio zero, mas com igualdade real para as mulheres.”
O documento, que reúne 328 indicadores, será usado para debates e ações visando a redução da violência de gênero e a promoção da equidade no país.p







































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