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Caso Backer: Justiça absolve acusados por contaminação de cervejas que causou 10 mortes em Minas

  • 6 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Juiz da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte considerou não haver provas suficientes nem individualização das condutas dos réus. Episódio ocorrido entre 2019 e 2020 deixou vítimas fatais e sequelados após consumo de cervejas contaminadas com substâncias tóxicas.



A Justiça de Minas Gerais absolveu, na segunda-feira (4), os dez réus acusados no processo criminal que investigava a contaminação de cervejas produzidas pela Cervejaria Backer, em Belo Horizonte. O caso, que chocou o país entre o fim de 2019 e o início de 2020, resultou na morte de 10 pessoas e deixou várias outras com sequelas graves após o consumo de rótulos como a Belorizontina.


A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, que concluiu que não houve provas suficientes para sustentar as acusações e destacou a falta de individualização das condutas atribuídas a cada um dos réus. Na prática, o juiz entendeu que não foi possível demonstrar, de forma específica, qual teria sido a responsabilidade penal de cada acusado no episódio.


Segundo as investigações conduzidas à época pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Polícia Civil de Minas Gerais, foram encontradas substâncias tóxicas — dietilenoglicol (DEG) e monoetilenoglicol (MEG) — em diversos lotes das cervejas da marca. Esses compostos, utilizados em sistemas de refrigeração, são altamente perigosos à saúde humana quando ingeridos.


Os primeiros casos começaram a ser registrados no final de 2019, quando consumidores apresentaram sintomas graves, como insuficiência renal e alterações neurológicas. O escândalo levou à interdição temporária da fábrica, em Belo Horizonte, e ao recolhimento de vários lotes em todo o estado.


Em 2023, a empresa firmou um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para indenizar vítimas e familiares. No entanto, diversas pessoas ainda relatam dificuldades no recebimento dos valores e na reparação integral dos danos.


Apesar da absolvição criminal, especialistas lembram que o processo judicial possui esferas distintas — e que a decisão atual não anula a comprovação técnica da contaminação nem as obrigações civis e administrativas da empresa.


A sentença gerou reações entre as vítimas e familiares, que consideram a decisão um “revés” após quase seis anos de espera por justiça. Já a defesa dos réus celebrou o resultado, afirmando que a Justiça “reconheceu a ausência de dolo e a falta de prova concreta” sobre a participação individual de cada acusado.



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