Cerrado Mineiro consolida-se como referência mundial em café com denominação de origem em Londres
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Única representante brasileira no encontro da Origin GI, região mineira apresenta modelo de rastreabilidade e sustentabilidade que resultou em crescimento de 160% nas certificações.

LONDRES – A cafeicultura brasileira reafirmou sua posição de liderança internacional durante o encontro promovido pela Origin GI (Organização Internacional de Indicações Geográficas), realizado nos dias 4 e 5 de maio, na capital britânica. A Região do Cerrado Mineiro (RCM) foi a única representante do Brasil no evento, que reuniu especialistas e lideranças de mais de 20 países para debater o futuro dos produtos de origem controlada.
O encontro serviu como uma vitrine de elite para o agronegócio mineiro, colocando o café do Cerrado ao lado de ícones globais como os vinhos Champagne (França) e Brunello di Montalcino (Itália), além dos queijos Parmigiano Reggiano e o Café da Colômbia.
O Modelo de Sucesso do Cerrado Mineiro
Representando a região, o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, apresentou os indicadores de governança e sustentabilidade que tornaram o Cerrado Mineiro um benchmark global. A participação ocorre em um momento de números recordes: em 2024, a região registrou um crescimento expressivo de 160% no número de sacas certificadas com o selo de Denominação de Origem (DO), saltando de 115 mil para cerca de 300.500 sacas.
"Para a Região do Cerrado Mineiro, é motivo de muito orgulho estarmos presentes, colaborando com os resultados e sendo referência em Denominação de Origem, governança e marca", afirmou Tarabal.
O executivo destacou que o apoio do Sebrae foi fundamental para conectar a produção local às exigências dos mercados de luxo internacionais.
Inovação e Rastreabilidade
O diferencial que atraiu a atenção das lideranças internacionais foi o sistema de rastreabilidade total implementado pela Federação. Atualmente, o consumidor final, em qualquer lugar do mundo, pode verificar a origem exata do grão, a fazenda produtora e os laudos de qualidade acima de 80 pontos (escala SCA).
As novas políticas implementadas na região incluem:
Certificação em "Bica Corrida": Agilização do processo nas cooperativas parceiras.
Transparência Digital: Envio automático de certificados e laudos para compradores globais.
Sustentabilidade Regenerativa: Um novo posicionamento de marca que foca na produção que recupera o bioma e garante a ética no trabalho.
Impacto Econômico e Reconhecimento
A Denominação de Origem (conquistada em 2013 e mantida com rigor) abrange 55 municípios mineiros e garante que fatores como a altitude (mínima de 800m) e as estações climáticas bem definidas (verão quente e úmido, inverno ameno e seco) resultem em um café de sabor único, com notas que variam do caramelo às nozes.
Para especialistas do setor, a presença em Londres reforça o café brasileiro não apenas como uma commodity, mas como um produto de valor agregado que compete em igualdade de condições com as marcas mais sofisticadas do planeta. A conexão com a Origin GI amplia as fronteiras para novos investimentos e parcerias comerciais, assegurando que a organização territorial do Cerrado Mineiro continue a ser o padrão ouro da cafeicultura nacional.
Fontes: Federação dos Cafeicultores do Cerrado, INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), Origin GI e levantamentos de safra da CONAB.








































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