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Congresso retoma exigência de exame médico para renovação da CNH

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Mudança em medida provisória mantém proposta de renovação automática para bons condutores, mas restabelece avaliação de saúde obrigatória; texto ainda precisa passar por Câmara e Senado.



Uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta semana a retomada da obrigatoriedade de exames médicos para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), alterando pontos centrais da proposta do governo federal que previa a renovação automática para motoristas considerados “bons condutores”.


A decisão representa um revés para o Executivo, que havia defendido a simplificação do processo com base em estudos que apontam baixo índice de reprovação nos exames atuais.


O que muda com a decisão?


Pelo texto aprovado, volta a ser obrigatória a realização do exame de aptidão física e mental para motoristas que desejarem renovar a CNH. A exigência havia sido flexibilizada pela proposta original da chamada “MP do Bom Condutor”, que permitia a renovação automática sem exames para determinados perfis de motoristas.


Apesar da mudança, a proposta mantém parte da ideia inicial do governo. A renovação automática continua prevista para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), desde que atendam a critérios como ausência de infrações recentes e condições regulares de saúde.


No entanto, mesmo nesses casos, os parlamentares decidiram preservar a obrigatoriedade da avaliação médica periódica, atendendo a pressões de entidades da área de saúde e especialistas em trânsito.


Argumentos e debate


A retomada da exigência ocorreu após alertas de médicos e psicólogos sobre os riscos de eliminar o acompanhamento periódico das condições de saúde dos condutores. Segundo especialistas, fatores como perda de visão, doenças neurológicas e redução dos reflexos podem comprometer a segurança no trânsito ao longo do tempo.


Por outro lado, o governo federal defendia que a flexibilização reduziria custos e burocracia, além de ampliar o acesso aos serviços, especialmente com a digitalização dos processos.


Custos e regras


O texto aprovado também prevê a padronização nacional do valor dos exames médicos e psicológicos, com limite estabelecido e possibilidade de reajuste anual pela inflação. Já as taxas administrativas cobradas pelos Detrans tendem a permanecer dispensadas para parte dos condutores, conforme a proposta original.


Atualmente, a renovação da CNH já exige exames periódicos, com prazos que variam conforme a idade do motorista. Condutores mais jovens renovam o documento em intervalos maiores, enquanto idosos passam por avaliações mais frequentes, justamente para monitorar condições de saúde.


Próximos passos


Apesar da aprovação na comissão mista, a medida ainda precisa ser analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado para entrar em vigor.

Caso seja confirmada, a nova regra deve alterar o modelo de renovação da CNH no país, equilibrando a proposta de modernização com a manutenção de mecanismos de controle voltados à segurança viária.

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