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Direita avança no Senado e impõe a Lula seu pior primeiro turno desde 1998

há 2 horas
2 min de leitura

Partido Liberal lidera crescimento expressivo nas urnas, ultrapassa o presidente na disputa presidencial e redesenha o mapa político para os próximos anos.


Imagem: Valter Campanato
Imagem: Valter Campanato

O cenário político brasileiro passou por uma reviravolta expressiva nas urnas. Impulsionada pelo Partido Liberal sob a liderança de Flávio Bolsonaro, a direita ampliou sua bancada no Senado e registrou um crescimento expressivo na disputa pela Presidência da República. No primeiro turno realizado neste domingo, o candidato do PL somou 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47% dos votos válidos, superando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 53,9 milhões de votos, ou 45%.


Para o atual mandatário, o resultado representa a menor porcentagem de votos válidos em um primeiro turno desde 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso. Na comparação com o pleito anterior de 2022, a votação do petista encolheu em cerca de 3,4 milhões de eleitores, com derrotas em redutos estratégicos como Minas Gerais, estado historicamente decisivo para os resultados presidenciais. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro superou em cerca de 5 milhões de votos a marca alcançada por seu pai na eleição passada.


O avanço nas urnas se refletiu de forma direta na composição do Congresso Nacional. O PL conquistou 19 cadeiras e, somando aos parlamentares já em exercício, projeta alcançar 28 assentos no Senado a partir de 2027. Com a adesão de aliados do partido Novo e de outras siglas do campo conservador, o grupo alinhado ao bolsonarismo deverá ocupar quase 40% do plenário da Casa legislativa. Enquanto a esquerda registrou uma redução líquida de três cadeiras, o setor mais afetado pela reconfiguração foi o Centrão, destacando-se a perda de nove assentos por parte do PSD.


A guinada conservadora também se manifestou nos estados. Atualmente governando apenas Santa Catarina, o PL projeta comandar no mínimo cinco estados a partir de 2027, com as vitórias e reeleições confirmadas no Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de disputar o segundo turno no Rio de Janeiro e no Amazonas.

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