Ex-prefeito de Coromandel autoriza quebra de sigilos e nega irregularidades em investigação sobre supostas fraudes em licitações
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Fernando Breno afirma ter “absoluta tranquilidade” diante das apurações do Ministério Público e diz que denúncia tem motivação política.

O ex-prefeito de Coromandel, Fernando Breno, protocolou junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) uma autorização formal para a quebra de seus sigilos bancário, telefônico e de quaisquer outros dados que possam contribuir para a apuração de uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes licitatórias no município.
A manifestação do ex-chefe do Executivo ocorreu após ganhar repercussão uma representação criminal que aponta a existência de um suposto esquema de monopólio, direcionamento de contratações públicas e possíveis prejuízos aos cofres municipais entre os anos de 2021 e 2026. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, as investigações estão sendo conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Minas Gerais.
Conforme as informações já divulgadas, a apuração alcança contratos públicos que somariam cerca de R$ 4,1 milhões e envolve suspeitas relacionadas a licitações, aditivos contratuais e contratações por inexigibilidade, além de possíveis vínculos entre agentes públicos e empresas contratadas pela administração municipal.
Defesa pede acesso integral aos autos
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Fernando Breno informou que tomou conhecimento do procedimento investigatório por meio da imprensa no último domingo (14). Segundo ele, na segunda-feira protocolou um pedido de acesso aos autos e somente na terça-feira (16) teve acesso ao conteúdo do procedimento.
O ex-prefeito afirmou ainda que a denúncia seria anônima e criticou a divulgação pública das informações antes de uma eventual intimação oficial.
“Acabo de protocolar no Ministério Público minha total autorização para quebra de sigilo bancário, telefone e de qualquer outro meio que possa contribuir com a apuração dos fatos. Quem não deve, não teme. Tenho absoluta tranquilidade e confiança na Justiça”, declarou.
Fernando Breno também afirmou que a divulgação da investigação teria como objetivo promover desgaste político em razão do crescimento de seu projeto político regional e de sua pré-candidatura a deputado estadual.
Em seu pronunciamento, o ex-prefeito ressaltou que nunca sofreu condenações judiciais ou administrativas durante sua trajetória na vida pública.
“Tenho a consciência tranquila, não possuo nenhuma condenação judicial e seguirei de cabeça erguida trabalhando ainda mais por nossa gente. A verdade sempre prevalece”, afirmou.
O ex-chefe do Executivo também destacou que sua administração foi marcada pela realização de mais de 100 obras e por quatro vitórias eleitorais consecutivas, atribuindo a repercussão do caso a ataques políticos.
Investigação segue em andamento
Até o momento, o Ministério Público de Minas Gerais não divulgou detalhes adicionais sobre o estágio das investigações nem apresentou eventual denúncia formal à Justiça. O procedimento permanece em fase de apuração, e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.
Pelo princípio constitucional da presunção de inocência, os investigados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva. A autorização voluntária para a quebra de sigilos, anunciada por Fernando Breno, passa a integrar os elementos que poderão ser analisados pelo Ministério Público no decorrer das investigações.
Com informações de O Fator







































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