Copasa inicia nova fase após privatização e promete acelerar universalização do saneamento em Minas
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Grupo Equatorial assume como acionista de referência; governo garante manutenção das tarifas e contratos com municípios.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) inicia uma nova etapa de sua história após a conclusão do processo de privatização na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Com o encerramento da operação financeira, o foco da companhia passa a ser a reorganização da governança corporativa, a ampliação dos investimentos em infraestrutura e o cumprimento das metas de universalização do saneamento básico previstas no Novo Marco Legal do Saneamento.
O Grupo Equatorial tornou-se o acionista de referência da empresa ao adquirir 30% do capital total da Copasa, em uma operação que movimentou mais de R$ 8 bilhões. O governo de Minas Gerais, que anteriormente detinha cerca de metade das ações da companhia, manteve uma participação residual de 5% e preservou o chamado “golden share”, mecanismo que garante poder de veto em decisões estratégicas de interesse público.
A universalização do saneamento é apontada como a principal prioridade da nova gestão. De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento, instituído pela Lei nº 14.026/2020, o Brasil deve alcançar, até 2033, o acesso de 99% da população à água potável e de 90% à coleta e tratamento de esgoto. Para atingir essas metas, a Copasa deverá ampliar os investimentos na expansão das redes de abastecimento e esgotamento sanitário, modernizar processos operacionais e fortalecer sua presença em diversas regiões de Minas Gerais.
Durante a cerimônia de encerramento da privatização na B3, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), procurou tranquilizar os consumidores ao afirmar que a mudança no controle acionário não provocará aumento nas contas de água e esgoto. Segundo ele, a política tarifária permanecerá sob fiscalização da agência reguladora estadual, sem alterações na forma de cálculo das tarifas cobradas aos mineiros.
“O consumidor pode ficar tranquilo. As tarifas continuam reguladas e os contratos celebrados entre a Copasa e os municípios serão mantidos, sem prejuízos à prestação dos serviços”, afirmou o governador.
O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda, também assumiu o compromisso de acelerar o processo de universalização do saneamento em Minas Gerais. A empresa anunciou que pretende ampliar os investimentos em obras de infraestrutura, aumentar a eficiência operacional e modernizar toda a estrutura da companhia, com o objetivo de expandir o acesso aos serviços de água tratada e esgotamento sanitário.
A privatização da Copasa é considerada uma das mais relevantes operações de infraestrutura realizadas no país nos últimos anos e marca o início de um novo ciclo para a companhia, que agora terá o desafio de conciliar expansão dos serviços, eficiência operacional e cumprimento das metas nacionais de saneamento, consideradas fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e da saúde pública dos mineiros.



































