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Câmara de Ibiá aprova 13º e férias para prefeito, vice e secretários

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

O mesmo pacote também aprovou a criação de 29 cargos comissionados.


Imagem: Câmara Municipal de Ibiá
Imagem: Câmara Municipal de Ibiá

Em sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (30), a Câmara Municipal de Ibiá aprovou o projeto de lei que institui o pagamento de 13º salário para o prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores. Além da gratificação natalina, o texto também prevê a criação de 29 novos cargos comissionados na estrutura administrativa da Prefeitura.


⚖️ O que muda com a aprovação


Com a nova legislação, os agentes políticos do Executivo municipal passam a ter direito a 13º salário anual e férias remuneradas com adicional. Além disso, o projeto amplia a estrutura administrativa com a criação de cargos de livre nomeação, conhecidos como comissionados, que não exigem concurso público.


Agora, o projeto segue para a mesa do prefeito, com expectativa de sanção nos próximos dias.


O Respaldo Jurídico do STF


A decisão da Câmara de Ibiá fundamenta-se em um entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte já pacificou esse tema ao decidir que o pagamento de 13º salário e adicional de férias a agentes políticos é constitucional, desde que exista lei municipal específica autorizando esses benefícios.


Segundo o STF, essas parcelas não violam o regime de subsídio em parcela única, pois não são vantagens mensais, mas verbas de caráter anual.


"A aprovação de uma lei ordinária específica pela Câmara e a subsequente sanção pelo Executivo tornam o pagamento legal, mesmo que o tema não esteja explicitamente detalhado na Lei Orgânica do Município", explicam especialistas jurídicos.

O Desafio da "Anterioridade"


Apesar da legalidade do benefício em si, o projeto de Ibiá caminha sobre uma linha tênue no que diz respeito ao princípio da anterioridade. A Constituição Federal determina que a remuneração de prefeitos e vereadores deve ser fixada de uma legislatura para a próxima.

Cenário de Aplicação

Risco Jurídico

Aplicação no próximo mandato

Segurança jurídica sólida e baixo risco de contestação.

Aplicação imediata (atual mandato)

Alto risco de questionamento pelo Ministério Público (MP) e pelo Tribunal de Contas (TCE) por possível benefício em causa própria.


💬Projeto divide opiniões


A aprovação do projeto gerou discussões entre moradores e lideranças locais. Entre os argumentos favoráveis estão:

  • A equiparação de direitos com outros trabalhadores.

  • A legalidade garantida pelo STF.


Já entre as críticas, destacam-se:

  • O aumento de despesas públicas.

  • Questionamentos sobre prioridade na gestão dos recursos.


📊 Prática já existe em outras cidades


A concessão desses benefícios não é inédita. Em Minas Gerais, cerca de 200 municípios já adotaram leis semelhantes, incluindo cidades como: Belo Horizonte, Nova Lima, Luz, Serra da Saudade e Santa Cruz do Escalvado.


Impacto nos Cofres Públicos


O ponto de maior atrito político foi a criação dos 29 cargos comissionados. Críticos da medida argumentam que a soma do novo gasto com pessoal (13º dos agentes políticos + novos salários dos cargos criados) pode sobrecarregar o orçamento municipal em um momento de atenção fiscal.


Já os apoiadores, por outro lado, defendem que as medidas são necessárias para a eficiência administrativa e que o município possui dotação orçamentária para suportar os custos.




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