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Minas Gerais inicia modernização de rodovias com tecnologia que monitora placas e veículos em tempo real

  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura

Novo sistema vai além do controle de velocidade, identificando cargas irregulares, carros roubados e padrões suspeitos para reduzir acidentes e combater a criminalidade nas estradas estaduais.


Imagem ilustrativa criada por IA.
Imagem ilustrativa criada por IA.

O Governo de Minas Gerais, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, anunciou um amplo plano de modernização para a segurança viária do estado. A partir de junho, as rodovias mineiras começam a receber uma nova geração de radares inteligentes equipados com leitura automática de placas e inteligência artificial. O projeto foca no monitoramento integrado e na análise de dados para prevenção de acidentes e combate ao crime.


A implementação será feita de forma gradual. O primeiro lote conta com 210 dispositivos que se somam aos 614 equipamentos que já operam em território mineiro. A definição dos pontos de instalação prioriza trechos com maior histórico de acidentes e ocorrências de trânsito. O planejamento estadual prevê a substituição progressiva dos aparelhos antigos e estabelece como meta alcançar 1.300 radares com a nova tecnologia em funcionamento até o ano de 2028.


Diferente da fiscalização tradicional, os novos dispositivos realizam o processamento analítico das imagens em tempo real. O sistema é capaz de identificar irregularidades criminais, como veículos com queixa de furto ou com placas clonadas, e também monitora o transporte de cargas, apontando caminhões sem as devidas licenças ou que circulam fora das rotas permitidas. A tecnologia também rastreia a formação de comboios suspeitos nas pistas e mapeia padrões atípicos de deslocamento, enviando alertas automáticos para as forças de segurança.


Os dados estatísticos apresentados pelo órgão estadual indicam que menos de 1% dos motoristas que passam pelos radares em Minas Gerais são multados, reforçando o caráter preventivo da medida. A expectativa das autoridades é que o cerco tecnológico diminua acidentes graves e gere uma economia de aproximadamente 76 milhões de reais em custos associados ao atendimento médico e reparos de infraestrutura nas estradas.


A contratação do serviço também passou por mudanças administrativas. No novo modelo, as empresas fornecedoras dos equipamentos serão remuneradas com base no desempenho e na disponibilidade do sistema. Caso algum equipamento apresente falhas ou pare de funcionar, o pagamento referente àquele período é retido, o que deve agilizar os processos de manutenção e garantir a cobertura contínua das rodovias.

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