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“Enem dos professores” revela déficit de formação docente e acende alerta no Brasil

  • há 5 minutos
  • 2 min de leitura

Levantamento do MEC aponta que 35% dos participantes da Prova Nacional Docente não atingiram nível básico de proficiência; Matemática lidera índices de insuficiência



Um diagnóstico inédito do Ministério da Educação (MEC) revelou um cenário preocupante para a educação brasileira. Dados da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), conhecida popularmente como “Enem dos professores”, mostram que mais de um terço dos profissionais avaliados não alcançou o nível mínimo de proficiência considerado adequado para atuar em sala de aula.


Segundo o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 266.322 docentes ficaram abaixo da média exigida, o equivalente a 35% dos 760.118 participantes do exame. Outros 65% atingiram o padrão considerado suficiente para lecionar.


A avaliação teve adesão de 22 redes estaduais e 1.508 municípios, incluindo a capital mineira, Belo Horizonte. O exame foi criado para servir como instrumento de apoio em processos seletivos e concursos públicos para professores das redes públicas de ensino.


A situação mais crítica foi registrada na área de Matemática. De acordo com os dados divulgados, 54,1% dos professores avaliados na disciplina não atingiram o nível básico de desempenho. Artes apareceu logo em seguida, com 50,1% de insuficiência, enquanto Letras registrou 39,3% de docentes abaixo da proficiência mínima.


Também apresentaram índices preocupantes Pedagogia, com 37,2% de não proficientes, e Educação Física, com 30,8%. Em contrapartida, áreas ligadas às Ciências Humanas e Ciências Biológicas tiveram os melhores desempenhos entre os participantes.


A PND integra o programa federal “Mais Professores para o Brasil” e foi regulamentada por portaria do MEC publicada neste ano. O objetivo oficial da iniciativa é oferecer parâmetros nacionais para contratação de docentes, além de subsidiar políticas públicas de formação inicial e continuada dos profissionais da educação básica.


A prova utiliza como referência as matrizes do Enade das Licenciaturas e avalia tanto conhecimentos gerais ligados à formação pedagógica quanto conteúdos específicos das áreas de atuação. A aplicação inclui questões objetivas e discursivas, com duração total de cinco horas e meia.


Especialistas em educação avaliam que os números reforçam problemas históricos da formação docente no Brasil, especialmente nas áreas de exatas. Estudos acadêmicos anteriores já apontavam dificuldades persistentes de aprendizagem em Matemática e Física ao longo da educação básica, reflexo que agora aparece também na qualificação dos futuros professores.


Apesar do alerta, o MEC afirma que a intenção da prova não é impedir o ingresso de profissionais na carreira, mas oferecer um diagnóstico nacional que ajude estados e municípios a melhorar os processos de seleção e investimento em capacitação docente.

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