Novo Governo: Mateus Simões reafirma tolerância zero e reforço policial em Minas
- há 46 minutos
- 2 min de leitura
Com a meta de contratar 15 mil novos agentes, governador em exercício defende o uso legítimo da força e critica interferências institucionais no plano de gestão do Estado.

Em um movimento para consolidar sua agenda de governo até o fim do mandato, o governador Mateus Simões elevou o tom sobre a segurança pública, definindo-a como a prioridade absoluta de sua gestão. O anúncio vem acompanhado de um robusto plano de expansão do efetivo e de uma postura assertiva quanto à atuação das forças de segurança em território mineiro.
Expansão do Efetivo e Formação
Para sustentar a estratégia de patrulhamento e investigação, Simões destacou o compromisso com a contratação de 15 mil policiais. Atualmente, o estado já avança na formação de 3 mil novos soldados, que devem ser integrados às ruas nos próximos meses para suprir o déficit histórico e aumentar a capilaridade da Polícia Militar e Civil em Minas Gerais.
Um dos pontos mais polêmicos do discurso do governador refere-se ao respaldo dado às operações de campo. Simões foi enfático ao declarar que sua prioridade é a integridade dos agentes:
"Não ficarei triste com o resultado de operações policiais em que todos os policiais saiam vivos", afirmou o governador.
Ele reforçou a tese de que o monopólio da força pertence exclusivamente ao Estado, criticando a resistência de grupos criminosos. A fala ecoa após a análise de dados que apontam a migração de facções do Rio de Janeiro para Minas Gerais, consequência de operações interestaduais que deixaram rastros de violência em 2023.
Embates Institucionais e Escolas Cívico-Militares
O governador também não poupou críticas a órgãos de controle como o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) e o TCE (Tribunal de Contas do Estado). O descontentamento surge após decisões judiciais que suspenderam a implementação de escolas cívico-militares no estado, alegando falta de base legal e de dotação orçamentária específica. Simões vê essas decisões como uma interferência no Poder Executivo, mantendo o plano de viabilizar o modelo educacional via novos projetos de lei.
Justiça e Erros Judiciais
Simões tem utilizado sua influência política para questionar decisões do Judiciário que considera equivocadas. Ele citou como exemplo de sua vigilância a recente reversão de uma sentença de estupro que ganhou repercussão pública. Segundo o governador, o Executivo atuará como um observador atento para garantir que a justiça seja aplicada com rigor, especialmente em crimes de alto impacto social.







































Comentários