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Novo Governo: Mateus Simões reafirma tolerância zero e reforço policial em Minas

  • há 46 minutos
  • 2 min de leitura

Com a meta de contratar 15 mil novos agentes, governador em exercício defende o uso legítimo da força e critica interferências institucionais no plano de gestão do Estado.


Imagem: Cristiano Machado/Imprensa MG
Imagem: Cristiano Machado/Imprensa MG

Em um movimento para consolidar sua agenda de governo até o fim do mandato, o governador Mateus Simões elevou o tom sobre a segurança pública, definindo-a como a prioridade absoluta de sua gestão. O anúncio vem acompanhado de um robusto plano de expansão do efetivo e de uma postura assertiva quanto à atuação das forças de segurança em território mineiro.


Expansão do Efetivo e Formação


Para sustentar a estratégia de patrulhamento e investigação, Simões destacou o compromisso com a contratação de 15 mil policiais. Atualmente, o estado já avança na formação de 3 mil novos soldados, que devem ser integrados às ruas nos próximos meses para suprir o déficit histórico e aumentar a capilaridade da Polícia Militar e Civil em Minas Gerais.


Um dos pontos mais polêmicos do discurso do governador refere-se ao respaldo dado às operações de campo. Simões foi enfático ao declarar que sua prioridade é a integridade dos agentes:


"Não ficarei triste com o resultado de operações policiais em que todos os policiais saiam vivos", afirmou o governador.

Ele reforçou a tese de que o monopólio da força pertence exclusivamente ao Estado, criticando a resistência de grupos criminosos. A fala ecoa após a análise de dados que apontam a migração de facções do Rio de Janeiro para Minas Gerais, consequência de operações interestaduais que deixaram rastros de violência em 2023.


Embates Institucionais e Escolas Cívico-Militares


O governador também não poupou críticas a órgãos de controle como o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) e o TCE (Tribunal de Contas do Estado). O descontentamento surge após decisões judiciais que suspenderam a implementação de escolas cívico-militares no estado, alegando falta de base legal e de dotação orçamentária específica. Simões vê essas decisões como uma interferência no Poder Executivo, mantendo o plano de viabilizar o modelo educacional via novos projetos de lei.


Justiça e Erros Judiciais


Simões tem utilizado sua influência política para questionar decisões do Judiciário que considera equivocadas. Ele citou como exemplo de sua vigilância a recente reversão de uma sentença de estupro que ganhou repercussão pública. Segundo o governador, o Executivo atuará como um observador atento para garantir que a justiça seja aplicada com rigor, especialmente em crimes de alto impacto social.

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