Dívida bruta do Brasil atinge 82,9% do PIB e acende alerta no Mercado Financeiro
Indicador oficial divulgado pelo Banco Central alcança o maior patamar em cinco anos, impulsionado principalmente pelo peso dos juros elevados e pela trajetória do endividamento público.

A dívida bruta do governo brasileiro manteve a sua trajetória de alta e encerrou o mês de agosto em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), marcando o maior nível registrado em cinco anos. Os dados oficiais foram divulgados pelo Banco Central.
O avanço de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior intensifica a apreensão de investidores e analistas econômicos quanto à sustentabilidade fiscal do país.
O patamar atual é o mais elevado desde março de 2021, período em que o indicador se situava em 85,1% do PIB sob o impacto direto da expansão dos gastos públicos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Radiografia do Endividamento Público
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que engloba as contas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais, serve como termômetro fundamental para o mercado financeiro aferir a solidez e a sustentabilidade das contas estatais.
Evolução na Gestão Atual: No terceiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida acumula alta superior a 11 pontos percentuais, visto que encerrou dezembro de 2022 fixada em 71,68% do PIB.
Acumulado do Ano: Somente no acumulado deste ano, o indicador apresenta expansão de 4,2 pontos percentuais.
Peso dos Juros: O principal motor dessa alta contínua reside nos dispêndios com o serviço da dívida. Com a taxa básica de juros (Selic) mantida em patamares contracionistas de dois dígitos, fixada em 13,75% ao ano, e diante de um processo de fleximização monetária conduzido "a conta-gotas", o custo para rolar o endividamento público se elevou expressivamente.
A rota da dívida segue como um dos principais pontos de vigilância do mercado, que cobra maior rigidez fiscal e controle dos gastos públicos para conter o ritmo de expansão do endividamento soberano.









































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