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Ponte Quincas Mariano será interditada para obras e deve impactar trânsito entre Minas Gerais e Goiás

  • há 25 minutos
  • 3 min de leitura

Recuperação estrutural da principal ligação entre Corumbaíba (GO) e Araguari (MG) terá duração estimada de 12 meses; motoristas precisarão utilizar rotas alternativas durante o período



Uma das principais ligações rodoviárias entre Minas Gerais e Goiás será interditada para a realização de obras de recuperação estrutural. A Ponte Quincas Mariano, localizada sobre o Rio Paranaíba e responsável por conectar a GO-139, em Corumbaíba (GO), à MG-413, em Araguari (MG), passará por uma ampla intervenção coordenada pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).


Segundo informações divulgadas oficialmente pelo Governo de Goiás, a interdição está prevista para começar no próximo dia 15 de julho, quando terão início os trabalhos de recuperação e reabilitação da estrutura. A previsão é que a obra seja concluída em aproximadamente 12 meses.


Com cerca de 1.153 metros de extensão, a Ponte Quincas Mariano é considerada uma das mais importantes ligações viárias entre os dois estados, sendo utilizada diariamente por moradores, trabalhadores, turistas e, principalmente, pelo transporte de cargas ligadas ao agronegócio e à indústria.


Obra atende demanda antiga


A recuperação da ponte é resultado de uma cooperação técnica firmada entre o Governo de Goiás, por meio da Goinfra, e o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). O investimento previsto ultrapassa R$ 27 milhões.

O projeto contempla uma recuperação completa da estrutura, incluindo:

  • substituição dos aparelhos de apoio;

  • recuperação das juntas de dilatação;

  • reforço estrutural por protensão complementar;

  • melhorias no sistema de drenagem;

  • recuperação do pavimento;

  • intervenções em diversos elementos estruturais da ponte.


De acordo com a Goinfra, o objetivo é ampliar a segurança dos usuários, aumentar a durabilidade da estrutura e melhorar as condições de trafegabilidade entre Minas Gerais e Goiás.


Ponte apresentava desgaste há vários anos


Embora a estrutura não apresentasse risco iminente de colapso, o desgaste acumulado ao longo de décadas vinha sendo alvo de reclamações frequentes de motoristas.


Em 2021, inclusive, o Ministério Público de Goiás obteve decisão judicial determinando que fossem realizados estudos técnicos e intervenções para garantir a segurança da ponte. À época, foram apontados problemas como fissuras, afundamentos no tabuleiro e deterioração das juntas de dilatação.


Em dezembro de 2024, uma vistoria preventiva realizada por órgãos de Defesa Civil dos dois estados chegou a interditar temporariamente a ponte para avaliação técnica. Após a inspeção, o tráfego foi liberado, mas a necessidade de uma recuperação completa permaneceu evidente.


Rotas alternativas


Durante o período de interdição, motoristas deverão utilizar trajetos alternativos definidos pela Goinfra.


Entre as principais opções para quem trafega entre Goiás e Minas Gerais estão:

  • Corumbaíba → Nova Aurora → Cumari → Araguari;

  • Corumbaíba → Buriti Alegre → Itumbiara → Tupaciguara → Araguari;

  • Goiânia → Pires do Rio → Ipameri → Catalão → Araguari;

  • Goiânia → Morrinhos → Itumbiara → Tupaciguara → Araguari.


Dependendo da origem e do destino, o desvio poderá aumentar o tempo de viagem entre uma e três horas, especialmente para caminhões e veículos de carga.


Impactos para a região


Embora a interdição ocorra na divisa entre Goiás e Minas Gerais, seus reflexos deverão ser sentidos em diversos municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Cidades como Araguari, Uberlândia, Patrocínio, Araxá, Ibiá, Campos Altos e municípios vizinhos utilizam a ligação para o transporte de mercadorias, deslocamentos comerciais e acesso ao estado de Goiás, especialmente em direção a Caldas Novas, Goiânia e demais cidades do sul goiano.


Empresas do setor de transporte, produtores rurais e caminhoneiros deverão reorganizar suas rotas durante o período das obras, o que pode gerar aumento nos custos logísticos e no tempo de viagem.


Apesar dos transtornos temporários, a expectativa é de que a recuperação proporcione uma estrutura mais segura, confortável e adequada ao intenso fluxo de veículos que passa diariamente pelo local.


A recomendação das autoridades é que os motoristas programem seus deslocamentos com antecedência, acompanhem as atualizações dos órgãos responsáveis e respeitem a sinalização implantada nas rotas alternativas durante todo o período da intervenção.

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