Febre amarela é confirmada em macaco encontrado morto na zona rural de Patos de Minas
Confirmação do vírus na comunidade de Moreiras levou município a intensificar a vacinação e a vigilância; cobertura vacinal está em 86%, abaixo da meta de 95%

Um macaco encontrado morto nas proximidades da comunidade de Moreiras, na zona rural de Patos de Minas, teve resultado positivo para febre amarela. A confirmação foi comunicada ao município no fim de outubro e levou a Secretaria Municipal de Saúde a intensificar as ações de vigilância e vacinação na região.
Segundo a Prefeitura de Patos de Minas, agentes comunitários de saúde passaram a visitar moradores da área para verificar os cartões de vacinação, enquanto a Unidade de Vigilância de Zoonoses realizou busca ativa por outros primatas mortos no local.
Vírus em circulação na região
A identificação da febre amarela no macaco indica circulação do vírus naquela área. De acordo com o Ministério da Saúde, entretanto, os macacos não transmitem a doença diretamente às pessoas. Eles são vítimas da febre amarela e funcionam como sentinelas, ajudando as autoridades a identificar a presença do vírus antes que ocorram casos humanos.
A transmissão acontece pela picada de mosquitos infectados. Em áreas silvestres, os principais vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que, até a atualização de outubro, não havia casos confirmados de febre amarela em humanos no estado em 2026, embora houvesse notificações de casos suspeitos. A identificação de primatas infectados reforça a necessidade de vigilância e prevenção.
Cobertura vacinal preocupa
A cobertura vacinal contra a febre amarela em Patos de Minas está em 86%, enquanto a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95%.
Diante da confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou a conferência das cadernetas de vacinação. Pessoas que possuem doses aplicadas, mas ainda não registradas no sistema, terão os dados atualizados. Quem estiver com a vacinação pendente será orientado a procurar uma unidade de saúde.
Minas Gerais é área com recomendação de vacinação contra a febre amarela. A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo SUS e constitui a principal forma de prevenção contra a doença.
Macacos não devem ser mortos ou manipulados

A Vigilância em Saúde alerta que a população não deve tocar, remover ou matar macacos encontrados doentes ou mortos.
Além de não transmitirem diretamente a doença, esses animais são importantes para a vigilância epidemiológica. A morte de primatas pode ser um dos primeiros sinais de que o vírus está circulando em determinada região.
A orientação é comunicar imediatamente as autoridades sanitárias e informar a localização do animal. O Ministério da Saúde também disponibiliza o aplicativo SISS-Geo para registro de ocorrências envolvendo primatas não humanos.
Região permanece sob monitoramento
De acordo com a Prefeitura de Patos de Minas, a Vigilância em Saúde acompanha informações sobre uma possível dispersão do vírus pela região de Uberlândia e pela Bacia do Rio São Francisco, onde está inserida a comunidade de Moreiras.
A situação também ganha importância com a proximidade do período de maior ocorrência da febre amarela, que em Minas Gerais costuma se concentrar entre dezembro e maio, período marcado por maior volume de chuvas e atividade dos mosquitos transmissores.
Sintomas exigem atenção
Os principais sintomas da febre amarela incluem febre súbita, dor de cabeça intensa, calafrios, dores no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. Em casos graves, a doença pode evoluir com complicações e até levar à morte.
A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante do surgimento de sintomas compatíveis, principalmente após permanência em áreas onde há registro de circulação do vírus.
Como agir ao encontrar um macaco morto
A recomendação é não tocar no animal e não tentar removê-lo. A ocorrência deve ser comunicada às autoridades de saúde para que a equipe responsável faça a avaliação e, se necessário, providencie a coleta para investigação.
Em Patos de Minas, a comunicação pode ser feita ao Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone (34) 3822-9624, das 7h às 18h, com atendimento também pelo WhatsApp, conforme orientação divulgada pela Prefeitura.
A principal forma de proteção é manter a vacinação contra a febre amarela em dia.









































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