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Tempo é cérebro: especialista alerta para sinais de AVC e destaca a importância do atendimento imediato

há 16 horas
2 min de leitura

Nesta data dedicada à conscientização sobre o Acidente Vascular Cerebral, dados alarmantes reforçam a necessidade de prevenção e rapidez no diagnóstico para salvar vidas e evitar sequelas permanentes.



O Acidente Vascular Cerebral continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil, exigindo atenção constante da sociedade e dos serviços de saúde. A urgência no atendimento foi o principal ponto destacado por especialistas nesta quinta-feira (29), data em que se intensificam as campanhas de conscientização sobre a doença, que pode se apresentar nas formas isquêmica, responsável por cerca de oitenta por cento dos casos devido a obstruções sanguíneas, ou hemorrágica, provocada pelo rompimento de vasos.


Estatísticas regionais demonstram a gravidade do problema. Apenas no Rio Grande do Sul, foram registradas mais de sete mil mortes pela condição no ano de 2024, conforme dados preliminares do Ministério da Saúde. Outros estados da região sul também refletem o impacto expressivo da enfermidade, com milhares de internações hospitalares e atendimentos de urgência realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao longo do último ano.


Segundo a neurologista Tiemi Thais Tomonaga, o diagnóstico tardio reduz drasticamente as possibilidades de um tratamento adequado, elevando o risco de sequelas permanentes como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e óbito. A médica enfatiza a premissa de que tempo é cérebro, explicando que a interrupção da circulação sanguínea compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos, aumentando a área em sofrimento quanto mais demorada for a intervenção médica.


Entre os principais sinais de alerta estão a perda de força ou dormência em um lado do corpo, assimetria facial e dificuldades na fala. No entanto, sintomas menos óbvios, como tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar, também merecem atenção imediata e não devem ser confundidos com quadros simples de cansaço ou labirintite. O surgimento repentino de qualquer sintoma neurológico novo exige busca imediata por ajuda, mesmo que os sinais desapareçam de forma espontânea.


Fatores como temperaturas baixas, especialmente em idosos acima de sessenta e cinco anos, podem influenciar o aumento de episódios isquêmicos devido à possível contração de vasos sanguíneos e elevação da pressão arterial. No entanto, os cuidados preventivos devem abranger todas as estações do ano e iniciar antes da terceira idade, controlando fatores de risco fundamentais como hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo.


A adoção de hábitos de vida saudáveis, incluindo a prática regular de atividades físicas e o abandono do cigarro, aliada ao acompanhamento médico contínuo, forma a base da prevenção. Em caso de qualquer suspeita de AVC, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência pelo número 192, registrar o horário exato do início dos sintomas e abster-se de administrar alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria enquanto aguarda o socorro especializado.

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