Homem mata esposa, posta vídeo do corpo nas redes sociais e morre em confronto com a PM em MG
Com crueldade extrema, agressor registrou imagens da esposa, de 31 anos, morta com ferimentos na cabeça. Idosa cega, mãe da vítima e dependente de seus cuidados, estava na casa durante a intensa troca de tiros.

A madrugada desta segunda-feira (19) transformou-se em um verdadeiro cenário de horror na pacata cidade de Funilândia, na Região Central de Minas Gerais. O que deveria ser o recolhimento de rotina de um lar converteu-se em um crime de requintes sádicos, marcado por feminicídio, exposição cruel nas redes sociais e um desfecho fatal em meio a uma troca de tiros com a Polícia Militar. Os detalhes desta tragédia foram divulgados pelo portal g1.
O autor dos disparos, João Paulo Magela Teixeira, de 28 anos, tirou a vida da própria esposa, Gersica de Souza Vieira, de 31 anos, com vários disparos na cabeça. Não satisfeito com a execução, o agressor cometeu um ato de extrema frieza e covardia: filmou o corpo da companheira estendido no chão, em meio a uma poça de sangue, e publicou o material macabro em uma rede social, além de enviá-lo a um conhecido. Nas imagens, ele sentenciava com tom de desdém: “É assim que vocês vão lembrar dela. Desgraçada”.
A rota do confronto e a neutralização da ameaça
O terror só veio à tona porque o homem que recebeu o vídeo do assassino acionou imediatamente a Polícia Militar ao deparar-se com tamanha atrocidade.
Assim que a guarnição se aproximou do endereço, avistou João Paulo saindo da residência e correndo em direção a outro imóvel vizinho. Ao perceber o cerco policial, o criminoso virou-se subitamente, empunhou uma carabina semiautomática calibre .22 e abriu fogo contra os policiais.

Diante do ataque iminente, os militares revidaram para neutralizar a agressão. Cessado o tiroteio, o suspeito caiu ao solo com a arma ainda nas mãos. As equipes desarmaram o indivíduo e constataram no local que ele já não apresentava sinais vitais. O óbito de João Paulo foi oficialmente atestado pelo Samu às 1h48, poucos minutos após o falecimento de Gersica, confirmado às 1h44.
O cenário pavoroso e o drama da mãe da vítima
Em varreduras posteriores, a PM localizou o corpo de Gersica em uma residência vizinha. A vítima estava caída ao chão, com severas lesões no rosto e cercada por sangue. Em um detalhe que chocou até mesmo os policiais mais experientes, os tornozelos da mulher estavam amarrados por uma corda, mantendo o corpo parcialmente suspenso pelos pés.

O aspecto mais dilacerante da ocorrência recai sobre a mãe de Gersica. Idosa e inteiramente cega, ela dependia integralmente dos cuidados diários da filha. A senhora estava dentro da casa durante todo o desenrolar do crime e do subsequente confronto armado, permanecendo atônita sem perceber o horror ao seu redor. Ela recebeu auxílio das equipes policiais ao término da operação, sendo imediatamente amparada pela assistência social do município.
Histórico de violência
Conforme o registro policial, o relacionamento era marcado por histórico de agressões, tanto que Gersica era assistida de perto pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica.
A perícia recolheu a carabina utilizada no crime e dois telefones celulares — um abandonado na rota de fuga do suspeito e outro próximo ao corpo da vítima. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização dos exames periciais.









































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