Justiça condena 17 pessoas por esquema de jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Norte de Minas
Penas somadas ultrapassam 87 anos de prisão; investigação identificou uma estrutura criminosa com atuação em três municípios mineiros e levou ao bloqueio de bens de até R$ 16,8 milhões.

A Justiça condenou 17 pessoas envolvidas em um esquema criminoso relacionado à exploração ilegal do jogo do bicho e à lavagem de dinheiro no Norte de Minas Gerais. Somadas, as penas ultrapassam 87 anos de prisão, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 20 de outubro de 2026.
O caso é resultado da Operação Provérbios 13:11, deflagrada em dezembro de 2023 para investigar e desarticular uma organização criminosa que atuava na exploração de jogos de azar e na movimentação de recursos de origem ilícita.
Durante as investigações, a Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 16,8 milhões, como medida para preservar o patrimônio relacionado às apurações.
Investigação identificou estrutura organizada
De acordo com as informações do Ministério Público, o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para a exploração clandestina do jogo do bicho, com divisão de tarefas entre os envolvidos.
As apurações também apontaram a utilização de mecanismos financeiros e patrimoniais para ocultar ou dissimular a origem de recursos provenientes das atividades ilegais.
Para reunir provas, os investigadores utilizaram interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, análise de dados extraídos de celulares apreendidos e levantamentos de informações bancárias e fiscais dos suspeitos.
O material obtido durante a investigação serviu de base para as medidas judiciais e para a responsabilização criminal dos envolvidos.
Operação foi realizada em três municípios
A Operação Provérbios 13:11 foi deflagrada em 1º de dezembro de 2023, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Montes Claros, Januária e Brasília de Minas.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Montes Claros, com participação da Polícia Militar de Minas Gerais e apoio da 9ª Promotoria de Justiça de Montes Claros.
A operação também contou com a atuação de integrantes das polícias Civil e Penal e o apoio de unidades regionais do Gaeco de outras cidades mineiras.
O objetivo era reunir provas, identificar os responsáveis pelas atividades investigadas e atingir a estrutura financeira utilizada pelo grupo.
Crimes incluem organização criminosa e lavagem de dinheiro
As condenações estão relacionadas a crimes e infrações ligados à atuação do grupo, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.
A lavagem de dinheiro consiste em ocultar ou dissimular a origem, a localização ou a movimentação de recursos provenientes de atividades ilícitas, buscando dar aparência legal a valores obtidos ilegalmente. Já a exploração do jogo do bicho é considerada contravenção penal no Brasil.
O Ministério Público informou que as penas aplicadas aos 17 condenados ultrapassam 87 anos de prisão, mas o comunicado consultado não detalha a pena individual de cada pessoa nem esclarece se todos foram condenados por todos os delitos investigados.
Outras investigações continuam
Segundo as informações divulgadas, outras investigações relacionadas a estruturas criminosas distintas continuam em andamento. As apurações envolvem suspeitas de exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro, agiotagem e falsidade documental.
A existência dessas investigações, porém, não significa que todos os envolvidos em outros procedimentos tenham sido denunciados ou condenados.
Até a divulgação das informações consultadas, não havia detalhamento público suficiente para confirmar a identidade de todos os 17 condenados, as penas individuais, os regimes iniciais de cumprimento e a eventual apresentação de recursos.
A situação processual é relevante para determinar se as condenações já são definitivas ou se ainda podem ser modificadas pelas instâncias superiores.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).









































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