Pesquisas Veritá e Gerp apontam vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno
Levantamentos divulgados em 16 e 17 de outubro mostram diferenças nas intenções de voto para a disputa com Lula. No primeiro turno, os dois institutos apresentaram estimativas próximas do resultado oficial, especialmente na diferença entre os candidatos.

As pesquisas mais recentes dos institutos Gerp e Veritá indicam vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da Presidência da República, marcado para 25 de outubro.
Divulgado em 16 de outubro, o levantamento do Gerp aponta Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Já a pesquisa do Veritá, divulgada no dia 17, registra 51,1% para o candidato do PL e 48,9% para o petista.
Os números representam diferenças de quatro pontos percentuais no Gerp e de 2,2 pontos no Veritá. Entretanto, os dois levantamentos devem ser interpretados considerando suas respectivas margens de erro.
Gerp ouviu 2.400 eleitores
A pesquisa do Gerp foi realizada por telefone entre os dias 14 e 16 de outubro, com 2.400 eleitores em todo o país. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança informado de 95,55% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.
Na simulação estimulada, considerando todos os entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Outros 2% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 3% não souberam ou não responderam.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, os percentuais são de 52% para Flávio e 48% para Lula.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto.
Veritá entrevistou mais de 15 mil pessoas
Divulgada em 17 de outubro, a pesquisa do Veritá ouviu 15.554 pessoas entre os dias 12 e 16 de outubro. O estudo tem abrangência nacional, margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-01107/2026.
Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 51,1%, enquanto Lula registra 48,9%. Na simulação com votos totais, os percentuais são de 49,7% para Flávio e 47,7% para Lula.
A diferença entre os candidatos nos votos válidos é de 2,2 pontos percentuais, segundo o levantamento.
Desempenho no primeiro turno
Além dos números atuais, os dois institutos ganharam destaque nas análises sobre a precisão das pesquisas eleitorais realizadas na reta final do primeiro turno, em 4 de outubro.
Um levantamento comparativo publicado pelo Congresso em Foco apontou Veritá e Gerp, ao lado do Futura, entre os institutos cujas pesquisas mais se aproximaram do resultado das urnas na disputa presidencial.
Na apuração oficial, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Na pesquisa Veritá divulgada antes da votação, Flávio aparecia com aproximadamente 47% e Lula com 45%. Já o Gerp estimava cerca de 46% para Flávio e 44% para Lula.
Assim, ambos indicavam uma diferença de aproximadamente dois pontos percentuais entre os candidatos, muito próxima dos 1,87 ponto registrado nas urnas.
A comparação mostra que os dois institutos conseguiram estimar com proximidade a distância entre os candidatos. Isso não significa, porém, que todas as estimativas individuais tenham coincidido exatamente com o resultado final.
Pesquisas não garantem o resultado
Apesar da proximidade demonstrada no primeiro turno, o desempenho anterior não garante que os números atuais se confirmem na votação de 25 de outubro.
As pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas. Mudanças na campanha, debates, acontecimentos políticos e a decisão de eleitores ainda indecisos podem influenciar o resultado.
Por isso, a comparação entre os levantamentos deve considerar não apenas os percentuais divulgados, mas também a data da coleta, o tamanho da amostra, a metodologia e a margem de erro de cada instituto.
Fontes: CNN Brasil, Congresso em Foco e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).









































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